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domingo, 29 de junho de 2008

Balanço da semana: 22 Jun 2008 - 29 Jun 2008

Com a chegada do final do 2º. semestre deste 1º. ano do Mestrado em Supervisão Pedagógica, estamos, igualmente, a chegar ao final do percurso na Unidade Curricular de "Investigação Educacional", um percurso que pensamos ter-se revelado profícuo, quer pelos conhecimentos que nos trouxe, quer pela preparação que nos deu, tendo em vista o futuro imediato relacionado com a elaboração da Dissertação do Mestrado.

Depois de uma série de 70 posts efectuados ao longo de 16 semanas, desde o dia 11 de Março de 2008, data em que este roteiro se iniciou, para além do balanço semanal, efectuaremos também um balanço final. Destas 16 semanas, as duas primeiras não tiveram os correspondentes "Balanço da semana" (a primeira porque foi a semana em que se decidiu sobre a forma e o local em que os portfolios online seriam alojados e a segunda porque foi uma semana com a interrupção escolar correspondente ao período da Páscoa).

Em termos de espaço temporal, temos assim, na prática, 14 semanas cobertas por este Webfolio, o que significa uma média de 5 posts por semana, o que, excluindo fins-de-semana, corresponde a uma média de 1 post por dia, o que atesta bem da regularidade com que este espaço foi sendo actualizado ao longo do semestre.

Esta última semana foi dedicada a finalizar o Webfolio, em particular, no que diz respeito à sua estruturação por tópicos, já que, no restante, o espaço foi estando organizado, em permanência, ao longo do percurso de aprendizagem. A par desta tarefa, estivemos, igualmente, empenhados na finalização da Ficha de Leitura que deveremos submeter para apreciação até ao próximo dia 3 de Julho.

Temos a noção (e isso não aconteceu por acaso) que este Webfolio de Investigação Educacional traduz bem o roteiro desta Unidade Curricular, evidenciando os momentos chave e os aspectos principais vivenciados neste percurso de aprendizagem. Para além disso, pensamos que este Webfolio também ilustra bem a nossa perspectiva pessoal sobre os conceitos e os conteúdos programáticos da Unidade Curricular de Investigação Educacional, para além do modo, tanto quanto possível, organizado e sistemático como, habitualmente, gostamos de enfrentar as tarefas, actividades e desafios que se nos colocam.

Deste modo, estou certo de que este Webfolio constitui um bom auxiliar para o nosso futuro próximo, assim como para todos aqueles que se possam interessar (ou que, de qualquer modo, se "cruzem" com os conteúdos desta Unidade Curricular) por Investigação Educacional.

Como qualquer portfolio, temos a noção de que nunca estará terminado, mas por razões que se prendem com a avaliação final, este é o momento do Balanço do Final de Semestre. Eventualmente retomaremos este espaço, com a continuação para a fase seguinte, relativa à elaboração da nossa Dissertação de Mestrado.

Este Webfolio irá ser objecto de uma apresentação síncrona online a todo o Curso, com a duração máxima de 10 minutos, a partir do dia 7 de Julho de 2008.

Terminamos esta fase, agradecendo a todos os que nos visitaram neste espaço, independentemente de nos terem deixado, ou não, comentários, ou de nos terem contactado por e-Mail. Tivemos gosto na construção, actualização e manutenção deste espaço e sabemos que ele representa um pouco de nós e do nosso percurso de aprendizagem ao longo da vida. Até sempre!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Balanço da semana: 15 Jun 2008 - 22 Jun 2008

Este é o penúltimo balanço efectuado neste webfolio visto que em 30 de Junho o mesmo terá de estar concluído e de ser encerrado para a avaliação a que estará sujeito no âmbito da Unidade Curricular "Investigação Educacional".

Por estas razões e porque o webfolio irá também ser objecto de apresentação da nossa parte aos restantes colegas de Mestrado e às docentes da Unidade Curricular, Professoras Doutoras Alda Pereira e Luísa Aires, durante esta semana, começámos a ultimar a estrutura deste espaço, para que possa reflectir de modo, tanto quanto possível, exacto, o nosso percurso ao longo do semestre, incluindo as nossas reflexões e auto-avaliação.

Ainda com algum trabalho pela frente, temos a noção que este espaço traduz bem o que se foi passando, assim como as nossas perspectivas e evolução.

A par desta tarefa de finalização do webfolio, entrámos igualmente no último Tema da Unidade Curricular, que diz respeito às Questões Éticas na Investigação Educacional, em particular no tocante à ética do investigador, tema cujo debate cessará, supostamente, hoje (23 Jun 2008).

Durante esta semana respigámos também alguns artigos de investigação, com vista à elaboração duma Ficha de Leitura sobre um desses artigos, o qual deverá ter relevãncia no contexto da temática a trabalhar na fase do Projecto de Dissertação do Mestrado, ficha que deverá estar concluída até 3 de Julho de 2008.

Na prática, ainda com actividade lectiva a decorrer, esta semana acabou por ser já uma semana de pré-balanço final da Unidade Curricular.

domingo, 15 de junho de 2008

Balanço da semana: 08 Jun 2008 - 15 Jun 2008

Esta foi uma semana dedicada, sobretudo, ao debate sobre a Análise Qualitativa de Dados, utilizando, para o efeito, as questões colocadas para reflexão no âmbito da Dissertação utilizada como objecto do estudo deste tema.

Apesar das algumas diferenças encontradas nas abordagens iniciais de cada um dos elementos do Curso, acabou-se por, progressivamente, convergir em posições relativamente consensuais sobre cada um dos aspectos em análise.

Obviamente que existirão sempre alguns aspectos em que as posições e opiniões pessoais poderão não ser exactamente coincidentes, mas isso deve-se sobretudo à concepção que cada pessoa tem sobre os assuntos, independentemente de o referencial teórico ser idêntico para todos.

Por outro lado, a sensibilidade de cada um relativamente aos paradigmas predominantes em investigação (quantitativo e qualitativo), ditará igualmente o modo como é abordada a temática da análise de dados, a qual, por sua vez, não deixará de estar relacionada com a natureza quantitativa, qualitativa ou mista do próprio processo de investigação.

Agora que nos encontramos na fase final desta Unidade Curricular, podemos afirmar que a visão a preto e branco que tínhamos no início deste percurso, se foi tornando progressivamente colorida, o suficiente para compreendermos a complexidade de qualquer processo de investigação, a importância da sua finalidade e objectivos, assim como de cada uma das suas fases. Dizemos suficiente pois reconhecemos que estamos ainda no início dum longo percurso trilhado por todos quantos se dedicam à investigação.

A coerência do processo de investigação tem a ver com a ligação e articulação entre as suas fases, enquanto a consistência tem a ver com a validade e "força" quer dos métodos e técnicas utilizados, quer dos resultados e conclusões obtidos nesse processo de investigação. A primeira é ditada, sobretudo, pela "sintonia" entre a natureza da investigação e a metodologia de investigação adoptada (incluindo a recolha e a análise dos dados). A segunda é conseguida sobretudo pela selecção e adequação dos "melhores" métodos e técnicas (quer de recolha de dados, quer de análise desses mesmos dados), em termos da sua validade e "força" que conferem aos resultados e conclusões a que se chega.

É precisamente sobre a relevãncia da metodologia utilizada na análise de dados e sobre a sua importância para a coerência e consistência do processo de investigação educacional, que o debate continua até ao próximo dia 18 de Junho (quarta-feira).

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Balanço da semana: 01 Jun 2008 - 08 Jun 2008

Esta semana foi dedicada ao estudo das técnicas de análise qualitativa de dados, apoiado na análise duma Dissertação correspondente a um estudo de natureza qualitativa (estudo de caso instrumental), do tipo exploratório, onde numa das fases da recolha de dados se utilizou a entrevista semi-estruturada.

Esta Dissertação já tinha sido objecto de análise previamente, pelo que a selecção da informação relevante para o estudo esteve facilitada. A par disto, foram colocadas algumas questões (seis) para reflexão, as quais, pelos tópicos abordados, permitiram que o estudo se centrasse nos aspectos essenciais.

Para nós, ficou bem evidente que a entrevista é uma das técnicas de recolha de dados mais adequadas a estudos ou investigações de natureza qualitativa, por conciliar as suas características com as da investigação qualitativa, das quais destacamos, em particular, a natureza descritiva, a flexibilidade e a possibilidade de poder ter a perspectiva e opinião dos sujeitos, algo que não é possível, na maioria das vezes, em estudos utilizando técnicas quantitativas de recolha de dados.

Mas estas características que tornam a investigação qualitativa tão rica, pelo aprofundamento que permite dos aspectos sob investigação, trazem igualmente uma grande dificuldade, não tão visível em estudos quantitativos, que se prende com a organização e sistematização dos dados recolhidos.

Sendo normalmente tanta e tão rica a informação recolhida por entrevistas "qualitativas", por parte do investigador há que assegurar que, na organização e sistematização dos dados recolhidos, o essencial não se "perde" no meio do "acessório", através da procura de padrões nas respostas obtidas às entrevistas, quando esta é a técnica de recolha de dados utilizada.

Nessa procura de padrões relativamente ao que é essencial, aspectos como a categorização e a codificação dos dados assumem-se como fundamentais no tratamento de toda a informação obtida, visando, para além da "filtragem", a criação de condições que permitam a "manipulação" (no bom sentido) da informação com vista à obtenção de conclusões, tendo em conta os objectivos da investigação, previamente definidos a partir do problema da investigação e consequente questão ou questões investigativas.

Neste particular, a análise de conteúdos (uma das metodologias utilizadas no tratamento e análise da informação obtida com recurso a entrevistas) parece ser uma técnica de análise de dados bastante "potente", contribuindo para facilitar o "estreitamento" do espectro de análise, sempre tão útil a um investigador que lida com informação que, sobretudo em investigação qualitativa, pode ser bem diversa.

Utilizada em exclusivo, esta metodologia revela-se, no entanto, bastante trabalhosa, como aliás todo o processo de análise de dados em investigação qualitativa. Neste particular, existem outras metodologias de análise de dados, as quais poderão ser utilizadas em exclusivo ou, preferencialmente, de modo complementar, como, por exemplo, software de análise qualitativa, uma ferramenta que, por norma, permite aumentar a eficiência do investigador, logo a sua "produtividade", na medida em que permite automatizar alguns processos manuais, introduzindo maior rapidez na análise, assim como uma maior garantia de que na sistematização não ficam por analisar aspectos que possam eventualmente ser importantes para as conclusões finais.

Os aspectos que se prenderam com as várias metodologias passíveis de ser utilizadas na análise qualitativa de dados, foram a grande "novidade" da semana, já que, até aqui, não estávamos sensibilizados para a verdadeira dificuldade dessa análise (apesar de termos a noção, tal como referimos em posts prévios, que as técnicas qualitativas de análise de dados não são tão "imediatas" como as técnicas quantitativas, pelo grau de dificuldade acrescido das primeiras relativamente às segundas), que resulta, sobretudo, das grandes vantagens das técnicas qualitativas, previamente enunciadas.

Chegados ao fim deste período de estudo e análise individual, relativos às técnicas de análise de dados (quantitativas e qualitativas) utilizadas em Investigação, a semana que agora se inicia irá ser ocupada com o debate alargado à turma, tendo por base as reflexões individuais relativamente a estes assuntos.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Balanço da semana: 25 Mai 2008 - 01 Jun 2008

À partida, uma semana que previa "apenas" a resolução de um problema, afigurava-se como uma semana relativamente "fácil" no âmbito desta Unidade Curricular.

Mas, identificadas as questões do problema e relida a Dissertação que já houvera sido objecto de análise, aquando do estudo sobre uma das técnicas quantitativas de recolha de dados, o "Questionário", apercebemo-nos do grande desafio que se nos colocava e que ficou bem patente nas propostas de resolução para as 3 perguntas do problema.

Efectivamente, esta foi uma actividade que exigiu o remobilizar e reavivar de conhecimentos de Probabilidades e Métodos Estatísticos, já com alguns anos, mas numa área do conhecimento da qual gostamos particularmente.

Na abordagem que se faz ao estudo/projecto de investigação, em termos da análise quantitativa dos dados, é muito importante manter, permanentemente, como referência, o(s) objectivo(s) da investigação, as hipóteses de investigação colocadas (no caso de estudos confirmatórios, utilizando abordagens dedutivas) ou as questões investigativas (no caso de estudos exploratórios, utilizando abordagens indutivas), entre outros aspectos que possam auxiliar na manutenção do "rumo" que a investigação deve seguir, dentro dos prazos previstos, para que haja eficiência e não se desperdicem recursos.

São estes aspectos que permitirão ao investigador, depois de organizados os dados recolhidos, saber como deve explorar esses dados, através, neste caso, da análise quantitativa desses dados, com recurso a técnicas de análise quantitativa, em particular, recorrendo à aplicação de testes estatísticos paramétricos ou não paramétricos, consoante a natureza e escala de medida das variáveis em análise, assim como das amostras/grupos, entre outros aspectos.

É sobretudo da análise da relação entre variáveis, assim como da análise de diferenças entre amostras/grupos (independentes e/ou dependentes), com recurso a testes estatísticos e para um determinado nível de significância estatística (valor complementar do intervalo de confiança, no intervalo 0 a 1), que se obtêm a maior parte das conclusões relativamente aos dados recolhidos.

Consoante os casos, poderá haver a possibilidade de aplicação de um ou outro tipo de teste estatístico e, muitas vezes, a aplicação de um único teste estatístico acaba por não revelar toda a informação necessária, havendo nesses casos, e quando possível, que recorrer a testes complementares. Isto é particularmente verdade no caso de testes não paramétricos, que não têm a mesma "força" dos testes paramétricos.

Foi uma semana muito produtiva, pois independentemente da proposta de resolução do problema a que se acabou por chegar, esta actividade obrigou a aprofundar bastante este assunto, assim como as matérias afins, algo que seria mais difícil de acontecer se não houvesse uma situação prática para ilustrar e sobre a qual se pôde trabalhar.

Apesar de em regime de auto-aprendizagem, com estudo e trabalho individual, pode afirmar-se que esta foi mais uma semana produtiva.

Encerrado o capítulo da análise quantitativa de dados, abre-se um novo capítulo, no contexto deste tema, relativo à análise qualitativa de dados.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Balanço da semana: 18 Mai 2008 - 25 Mai 2008

Nesta Unidade Curricular, a semana foi dedicada, em exclusivo, ao estudo individual sobre a análise de dados num processo de investigação.

Utilizando os recursos colocados à disposição na Unidade Curricular, procedeu-se à exploração geral e à identificação de técnicas de análise de dados, quer na vertente "análise quantitativa de dados", quer na vertente "análise qualitativa de dados", sintetizadas nos dois posts anteriores.

A percepção das principais características de cada um dos tipos de análise de dados, das suas principais diferenças, dos aspectos relativos à sua utilização, entre outros, é fundamental para a decisão de utilização de um, outro ou de ambos os tipos de análise de dados, face aos objectivos de uma investigação.

Durante a semana que agora se vai iniciar, será efectuada a análise e resolução individual de um problema, visando a exploração de uma das dissertações, já analisadas, no que se refere às técnicas quantitativas de análise de dados.

domingo, 18 de maio de 2008

Balanço da semana: 11 Mai 2008 - 18 Mai 2008

Esta foi uma boa semana. Sem a pressão causada pela necessidade de cumprir os prazos inerentes à entrega de trabalhos e superada a situação da semana anterior (que tinha provocado um sentimento generalizado de frustração), sente-se que a Turma se "reconciliou" com ela própria e retomou o ritmo e a dinâmica anteriores, visível pela troca de ideias e debate sobre a Investigação-Acção no fórum criado para o efeito.

Este tema já tinha sido abordado em debates anteriores, nomeadamente no âmbito das actividades relativas ao Processo de Investigação, mas não com a profundidade e lateralidade com que foi trabalhado esta semana.

Neste contexto é importante manter em perspectiva as várias abordagens ao conceito e características da Investigação-Acção. Se bem que, em geral, os vários autores estudados tenham conceitos semelhantes de Investigação-Acção, existem contudo algumas nuances próprias da diversidade de opiniões habitual em ciências não exactas.

É inegável a importância da Investigação-Acção em termos educacionais, se bem que seja também inegável a importância de competências que o investigador-actor deverá ter, competências que vão além das de docência, pois o investigador é também o actor, sendo quem selecciona a variável ou variáveis sobre as quais irá actuar de forma a obter os resultados desejados.

Esta importância da Investigação-Acção decorre da capacidade das características desta, quer em termos do contexto restrito em que normalmente ocorre, quer pela sua adequação à resolução de problemas específicos da Escola, pela selecção das estratégias que, naquele contexto, tenham maior possibilidade de sucesso.

É inegável que depois de uma semana de leitura, estudo e debate relativos à Investigação-Acção, percebemos melhor o que é, quais as suas finalidades, objectivos e características, e como se operacionaliza em termos práticos, aspecto particularmente importante porque a Investigação-Acção é essencialmente prática.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Balanço da semana: 04 Mai 2008 - 11 Mai 2008

Em termos do trabalho produzido nesta Unidade Curricular (UC) durante a semana, esta foi, na minha opinião, a semana menos "produtiva", para utilizar uma palavra relativamente simpática.

Esta falta de produtividade levou a que não se atingissem os objectivos propostos, os quais, relembro, eram o debate alargado à Turma do Mestrado para, com base nos trabalhos das 4 Equipas (Amarela, Azul, Laranja e Verde), construir uma matriz da Turma, que pudesse servir de instrumento auxiliar ao investigador na elaboração do guião duma entrevista semi-estruturada.

Refiro produtividade porque tem a ver com eficiência... trabalhar muito ou colocar muitos posts, não significa necessariamente trabalhar bem... e desta vez, penso que não trabalhámos nem bem... nem mal. Não trabalhámos. E a consequência disso foi deixar a tarefa muito incompleta... logo, também não fomos eficazes.

Tal como eu tinha referido num post anterior, tentava-se que a Turma encontrasse uma "saída" para conciliar as diferentes abordagens das Equipas, em linha com a definição do "problema" e com uma possível via de resolução (tal como eu tinha sugerido), que parecia, face ao tempo disponível, ser viável e relativamente fácil de conseguir.

No entanto, penso que esta semana foi uma semana crítica... crítica não só em termos desta UC, mas também do Mestrado. Apesar de estarmos próximos do fim da parte curricular do Mestrado (algo que pode servir como uma boa fonte de motivação), este semestre tem sido nitidamente mais trabalhoso, onde os tempos livres são praticamente inexistentes. Não passa uma semana sem que tenham de ser produzidos, nas várias UCs, pelo menos, 3 trabalhos de grupo ou individuais, coincidindo muitas vezes nos prazos limite de entrega.

A gestão do tempo é importante, mais que nunca, mas se não houver tempo para gerir, nada há a fazer. E é neste sentido que afirmei que a semana foi crítica, pois, perante outras prioridades (e sei-o porque também o senti) em termos de trabalhos, as pessoas começaram nitidamente a deixar as segundas prioridades para trás, indo apenas às primeiras e, mesmo a essas com dificuldade, pois o cansaço acumulado começa a deixar marcas bem visíveis.

Penso que esta foi a principal razão para a fraca adesão à tarefa da semana nesta UC, que era a elaboração da tal "matriz de Turma" para a elaboração do guião duma entrevista semi-estruturada. Mas isso não impede que me sinta frustrado, tal como deixei transparecer no último post que efectuei na segunda-feira (12 Mai 2008), no fórum da UC... frustrado porque, apesar do esforço para envolver todos e conseguir cumprir o objectivo, a missão não foi cumprida.

Esta frustração é agravada pelo facto de, desde o princípio do Mestrado, ter sido escolhido, nomeado ou acabado por ser "coordenador" em quase todos os trabalhos de grupo (e isso, pode não parecer, mas tem desgastado... e muito), levando a que, na maioria das vezes (em particular neste segundo semestre) tenha passado os trabalhos individuais para segunda prioridade relativamente aos trabalhos de grupo. E quando os trabalhos de grupo dão o resultado que este deu (ou seja, não deu), interrogo-me se valeu a pena deixar as minhas coisas, os meus trabalhos (também eles sujeitos a avaliação), para trás, para garantir que os trabalhos de grupo aparecem não só feitos, mas bem feitos, para que ninguém saia prejudicado.

Se isso fosse conseguido (e tinha sido até aqui), não haveria frustração, bem antes pelo contrário... mas, perante semanas como esta que agora comento, questiono-me sobre a prioridade que dei aos trabalhos de grupo, prejudicando-me nos trabalhos individuais, relativamente aos quais tenho lidado com prazos bem mais apertados que aqueles que eu gostaria e que utilizaria em circunstâncias normais. Por muito forte que se possa ser (e eu acho que sou forte... e fui treinado isso...), os fortes também têm os seus momentos de fraqueza. E não são só os meus colegas de Mestrado que estão a passar dificuldades... eu também.

A frustração surge quando se têm expectativas que acabam por não ser realizadas... e eu sinto-me frustrado por não ter conseguido cumprir a missão, a par com os restantes coordenadores. E frustrado, porque afinal, de nada serviu dar prioridade aos trabalhos de grupo, porque tenho a sensação nítida que cada um se está a começar a virar para si próprio, "apagando os seus fogos" e depois, "se sobrar alguma água, ajudar a apagar os fogos colectivos". Não foi com este espírito que entrei neste Mestrado... nem é assim que me habituei a trabalhar ao longo da vida... e essa é a maior razão para a minha frustração.

A semana que ontem começou é dedicada ao estudo livre e individual sobre a Investigação-Acção em Educação pelo que, caso ainda existam algumas reservas, irei, apesar de tudo (se as escassas "reservas" o permitirem), tentar que se complete a tarefa incompleta, ainda que isso, caso se conclua, venha a ocorrer fora de prazo.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Balanço da semana: 27 Abr 2008 - 04 Mai 2008

Esta foi mais uma semana interessante no âmbito da Unidade Curricular "Investigação Educacional", com a actividade da Equipa a recuperar, no final, a sua boa dinâmica habitual. O ligeiro abrandamento no ritmo do debate em Equipa, verificado durante o início e o meio da semana, deveu-se, sobretudo, ao empenhamento exigido noutras Unidades Curriculares do Mestrado.

Durante a actividade que decorreu neste período, o objectivo da Equipa era o de elaborar uma matriz exemplificativa de um guião de entrevista semi-estruturada. De início, fiquei com a sensação de que haveriam algumas dúvidas relativamente ao modo como a actividade desta temática devia ser abordada, para se chegar a um resultado final.

De qualquer modo, o trabalho foi decorrendo em várias frentes, as quais acabariam (como é hábitual) por contribuir para o esclarecimento no final daquelas dúvidas "metódicas" que costumam surgir na hora de escolher entre várias opções. Entre essas frentes contou-se a leitura e análise da bibliografia recomendada para a actividade, a análise de uma dissertação onde a entrevista foi utilizada como técnica de recolha de dados, a análise das características, vantagens e desvantagens da entrevista como técnica de recolha de dados (e da entrevista semi-estruturada em particular, bem como o debate relativamente ao modo como deveria ser elaborado (e o que deveria incluir) um guião de entrevista semi-estruturada.

Nesse sentido, no dia 30 Abr 2008 (Qua), elaborei uma proposta de matriz à Equipa, para debate e posteriores ajustamentos e alterações, muito baseada naquilo que consta da Fig. 15.1 em Interviewing in Qualitative Research (pág. 319). Esta proposta provocou bastante debate, sobretudo porque, a princípio, haviam outros entendimentos (em aspectos de pormenor) relativamente ao modo como a matriz deveria ser construída e o que deveria conter.

Aspectos como o "loop" relativo à introdução de novas questões ou de revisão/reformulação das anteriores, sobre a validação do instrumento "entrevista" (e em que fase deveria surgir), assim como algumas "reticências" quanto a algumas "colunas" da matriz ou ao modo como as células deveriam ser preenchidas (se é que tinham de ser preenchidas), acabaram por levar a uma ligeira simplificação da matriz proposta inicialmente, quer em termos do número de linhas (passos na elaboração do guião), quer do número de colunas (tarefas por passo, recursos humanos, materiais e financeiros a utilizar em cada passo, datas de início e de fim de cada passo e observações).

A tarefa não era particularmente fácil, dada a indicação de elaboração de guião para uma entrevista "semi-estruturada", um tipo de entrevista que tem características particulares (apesar de planeada, permite flexibilidade e adaptabilidade ao entrevistador para alterar a ordem de tópicos ou perguntas dentro de cada tópico, ou mesmo a colocação de questões não planeadas, em função do decorrer da entrevista) e que, à partida, dificultaram qualquer tentativa de sistematização e planificação.

A proposta final acabou por agradar bastante a todos os elementos da Equipa e, em síntese, o resultado foi o seguinte:

Matriz exemplificativa do guião de uma entrevista semi-estruturada

Linhas da matriz

  • Área geral a investigar
  • Questões específicas a investigar
  • Tópicos da entrevista
  • Formulação das questões da entrevista
  • Revisão/reformulação das questões da entrevista
  • Introdução de novos tópicos da entrevista e/ou ajustamento dos tópicos de entrevista previamente definidos
  • Criar alguma ordem nos tópicos da entrevista
  • Estrutura inicial do guião da entrevista
  • Validação das questões da entrevista
  • Introdução de ajustamentos nos tópicos, questões e respectiva sequência, em função da validação
  • Versão final do guião da entrevista

Colunas da matriz

  • Tarefas a desempenhar
  • Recursos (humanos, materiais e financeiros) a envolver
  • Data/hora de início e fim (previsão)
  • Observações

Esta matriz pode ser utilizada pelo investigador como uma ferramenta auxiliar, funcionando como um checklist, contribuindo para que nada fique esquecido.

domingo, 27 de abril de 2008

Balanço da semana: 20 Abr 2008 - 27 Abr 2008

Durante esta semana, sob a orientação da Professora Alda Pereira, fomos sendo sucessivamente confrontados com alguns aspectos sobre os quais poderíamos estar menos atentos, relativamente à concepção, planeamento, elaboração e aplicação do Questionário num Processo de Investigação.

O debate na Turma acabou por ter alguns períodos mais "animados", resultantes, sobretudo, das diferentes perspectivas manifestadas por alguns dos colegas que nele participaram.

Relembrado o conceito de "hipótese" em Investigação ("An hypothesis is a specific statement of prediction. It describes in concrete (rather than theoretical) terms what you expect will happen in your study."), o primeiro aspecto a suscitar o debate foi o relativo à possibilidade de o Questionário poder não ter sempre subjacente (a montante) a formulação de hipóteses, relembrando-nos que a formulação de hipóteses em investigação é típica duma abordagem confirmatória, normalmente associada ao método científico dedutivo, no qual o Questionário é utilizado como técnica de recolha de dados para confirmar (ou não) as hipóteses formuladas.

Mas o Questionário poderá ser também utilizado quando a investigação se processa segundo uma abordagem exploratória, normalmente associada ao método científico indutivo, no qual o Questionário é utilizado como técnica de recolha de dados, não para confirmar hipóteses, mas sim para permitir explorar questões investigativas colocadas previamente (a montante).

Ficou bem evidente que um Questionário em Investigação não tem, necessariamente, de ter uma finalidade de medição, quantitativa, podendo ter uma finalidade de compreensão, qualitativa.

Por último, mas não menos importante, abordámos aspectos relacionados com a validação dos instrumentos de recolha de dados (neste caso, o Questionário) e a validação dos dados obtidos através desses instrumentos, visto que a validade da Investigação é diferente da validade dos instrumentos. O conceito de validade não é um conceito absoluto, mas sim relativo, e assume diferentes graus.

Por exemplo, a validade dum Questionário em Investigação é operacionalizada através da verificação da validade do seu conteúdo, expressa através dum juízo relativo à extensão com que o Questionário cobre, de facto, o domínio implícito na finalidade para a qual foi elaborado. Consoante a finalidade, assim o mesmo Questionário poderá ter validade ou não.

Estudado e quase a terminar o debate sobre o Questionário, como técnica de recolha de dados em Investigação, na próxima terça-feira, 29 Abr 2008, inicia-se o estudo da Entrevista como técnica de recolha de dados em Investigação, sendo a metodologia a adoptar semelhante à que foi utilizada para o Questionário.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Balanço da semana: 13 Abr 2008 - 20 Abr 2008

Tal como se tinha referido no início da semana que passou, a semana de 13 a 20 de Abril de 2008 foi utilizada em actividade colaborativa de Equipa, com o objectivo de apresentar uma versão dum esquema gráfico representativo dos passos fundamentais na construção dum Questionário, em Investigação.

Neste processo, de acordo com as orientações difundidas pela Docente para a actividade, reflectimos sobre a relação entre a utilização dum Questionário e os Objectivos de uma Investigação, bem como sobre os cuidados a ter na construção dum Questionário e ainda sobre as vantagens e inconvenientes desta técnica de recolha de dados.

Pelos posts aqui efectuados durante a semana, fica bem evidente o "caminho" percorrido até à obtenção do resultado final da semana, concretizado com a apresentação dum esquema gráfico ilustrativo dos passos fundamentais na construção de um Questionário, esquema esse que se encontra apoiado em dois documentos que justificam as razões e o percurso efectuado.

Será agora interessante ver como as outras Equipas do Curso abordaram a mesma actividade e, por isso, a semana que agora entra vai ser dedicada ao debate em Turma sobre as várias perspectivas utilizadas e sobre os aspectos que eventualmente suscitem questões, normalmente aqueles aspectos em que possam ocorrer algumas diferenças ou divergências de opinião. Abordamos, pois, esta semana de debate, com interesse redobrado.

Pessoalmente, senti que a maneira como, na Equipa, estruturámos a actividade, nos facilitou imenso a análise parcelar dos aspectos essenciais, tornando mais eficiente a reunião, no final, de toda a informação relevante para a apresentação do trabalho solicitado, permitindo, em simultâneo, uma melhor gestão do tempo.

Outro aspecto interessante foi o de sentir que algo que, no início da semana, era aparentemente percepcionado como "novidade", foi-se tornando progressivamente habitual até ao esquema gráfico final, evolução decorrente do modo positivo como a Equipa analisou todos os aspectos relacionados com a construção de um Questionário.

Em termos do modo como a Unidade Curricular se está a desenvolver, começa a perceber-se bem o porquê da sequência do programa, sendo muito interessante a frequência com que, neste Mestrado, somos chamados a analisar conceitos transversais às várias Unidades Curriculares, algo que se vai tornando cada vez mais frequente à medida que nos aproximamos do final da parte curricular.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Balanço da semana: 06 Abr 2008 - 13 Abr 2008

Decorrida mais uma semana, eis que é chegada a hora de mais um balanço das actividades na Unidade Curricular (UC) de Investigação Educacional.

A semana que agora terminou coincide com o fim da Actividade 1 "O Processo de Investigação", iniciando-se hoje (14 Abr 2008) a Actividade 2 "O processo de recolha de dados", actividade que terá várias fases de trabalho, à semelhança do que se passou na Actividade anterior.

Tal como eu esperava e antevia, a troca de argumentos em que estive envolvido nos vários fóruns da UC, ao longo da semana, foi muito positiva, possibilitando muita aprendizagem, contribuindo para a organização de ideias que poderiam não se encontrar ainda completamente definidas e permitindo reforçar e consolidar os conhecimentos sobre o Processo de Investigação.

Por um lado, cada Equipa da Turma apresentou a sua proposta de Guião para as Etapas do Projecto de Investigação e, por outro, seguiram-se essencialmente três linhas de debate: uma, sobre paradigmas e métodos de investigação; outra sobre a Investigação-Acção; e, por último, outra, sobre aspectos relativos às etapas dum Projecto de Investigação.

Quanto às várias propostas de Guião, foi interessante verificar as várias propostas a que as Equipas (que trabalharam, cada qual, no seu próprio ambiente reservado) chegaram: algumas diferenças na forma, algumas diferenças de pormenor e de terminologia, mas, fora esses aspectos, penso que se verificou um "tronco comum" na descrição e sequência das etapas dum Projecto de Investigação. As várias propostas foram alvo de comentários e questões que contribuiram para que todos pudéssemos ficar muito mais esclarecidos sobre como se estrutura um Projecto de Investigação, quais são as suas etapas fundamentais e a sequência pela qual ocorrem.

Quanto aos paradigmas e métodos de investigação, ficou bem clara a diferença entre estes conceitos e o modo como se relacionam. Debateram-se os vários métodos de investigação em Educação (qualitativa, quantitativa e mista), assim como se aprofundou o conceito de paradigma, a sua origem, os vários tipos de paradigma em Investigação Educacional (quantitativo, qualitativo e a emergência dum 3º. paradigma, o paradigma sociocrítico) e, a grande questão "fracturante", se existem paradigmas "mix" (aspecto ao qual me referi no post anterior).

Outra interessante linha de debate foi a relativa à Investigação-Acção, em particular no que disse respeito às suas características, vantagens e desvantagens, bem como as principais diferenças para a Investigação, strictu sensu.

Relativamente às etapas dum Projecto de Investigação, abordaram-se as características de cada uma dessas etapas, a sua importância de per si e relativamente às restantes, bem como as eventuais repercussões para o Projecto de Investigação caso uma ou mais etapas fosse omitida.

Tal como se diz no desporto, foi uma semana de "elevado rendimento" e que será, decerto, muito útil na continuidade do programa da UC, com vista ao aprofundamento dos aspectos essenciais em debate.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Balanço da semana: 30 Mar 2008 - 06 Abr 2008

Chegada a hora de mais um balanço semanal, há que dizer que ele é bastante positivo. Esta foi a semana em que se passou do trabalho individual ao trabalho em grupo, ainda no contexto da Temática 1 "O Processo de Investigação".

A actividade da semana, que culmina hoje (segunda-feira, 07 Abr 2008) com a apresentação da proposta, do Grupo de Trabalho, de um possível Guião relativo às etapas de um Projecto de Investigação, continuou a exigir estudo e pesquisa individual, de forma a poder dar resposta ao desenvolvimento da actividade.

Esse estudo e pesquisa incidiu, obviamente, sobre esta Temática, reflectida nos posts efectuados ao longo da semana relativamente a assuntos como as fases do processo de investigação, a revisão bibliográfica, a metodologia básica em Educação, os objectivos da Investigação Educacional, a estrutura da investigação, entre outros.

O estudo e a abordagem destes assuntos, a par da análise e comparação entre as perspectivas de diversos autores, permitiram que se começasse a configurar um esboço de uma possível estrutura para um Projecto de Investigação, em termos das suas Fases e Etapas.

Esse esboço inicial, que se encontra aqui, em consequência da interacção e inputs dos restantes colegas do Grupo de Trabalho, sofreu alguns ajustamentos, encontrando-se já numa fase final de arranjo.

As maiores dificuldades sentidas durante a semana de trabalho nesta Unidade Curricular, estiveram relacionadas com a necessidade de, face às várias e diferentes abordagens de vários autores sobre esta temática, se chegar a um design das Fases dum Projecto de Investigação no qual o Grupo de Trabalho, como um todo, e cada um dos seus elementos, se revissem, dado que a opção foi a de se chegar a uma solução do Grupo, em vez de se optar pela posição deste ou daquele autor.

Pessoalmente, penso que o resultado a que se está a chegar, em termos de Guião, corresponde, na íntegra, àquilo que devem ser as fases (e respectiva sequência) dum Projecto de Investigação.

Independentemente da solução final do Grupo de Trabalho para o Guião, esta actividade contribuíu claramente para a obtenção de novos conhecimentos sobre o Processo de Investigação, bem como para o esclarecimento de dúvidas e consolidação de aspectos que haviam, entretanto, sido adquiridos durante a fase de estudo e pesquisa individual que ocorreu anteriormente.

Em termos de perspectivas para a semana que agora se inicia, tenho a certeza que, do debate e da comparação dos vários guiões que os grupos de trabalho da Turma elaboraram, irão sobressair mais aspectos interessantes, que permitirão a reformulação/ajustamento das propostas que agora se encontram em fase de finalização para apresentação e debate.

Será também interessante observar como os vários grupos de trabalho abordaram esta actividade, tendo os mesmos objectivos e dispondo dos mesmos recursos. Decerto iremos ter diferentes versões de guiões, mas não tenho dúvidas que, em essência, a "grande" estrutura relativamente às Fases/Etapas dum Projecto de Investigação não irá apresentar diferenças de vulto, na medida em que a sua sequência é lógica, apesar de alguns dos seus elementos poderem variar em função da natureza do projecto e, eventualmente, da metodologia de investigação utilizada.

Aguardo, pois, esta próxima semana com expectativa, até porque, como já referi, penso que será na fase do debate alargado, que poderemos consolidar aquilo que há a consolidar e alterar/ajustar aquilo que há a alterar/ajustar, em termos dos conhecimentos entretanto adquiridos, fruto da auto-aprendizagem e da aprendizagem colaborativa, relativamente a esta temática sobre o Processo de Investigação.

Votos de uma boa semana!

domingo, 30 de março de 2008

Balanço da semana: 23 Mar 2008 - 30 Mar 2008

Passada uma semana desde a data de criação deste blog, é chegada a hora de fazer o primeiro de vários balanços semanais, ao longo do tempo em que decorrer a Unidade Curricular de Investigação Educacional.

Um blog com estes requisitos, características e objectivos, é, para além dum diário e dum fiel companheiro de estudo (sempre lá, pronto para nos ajudar no nosso percurso e para nos dar ideias, atrás de ideias, algo que é essencial em Investigação e que decorre da capacidade de se ser criativo), uma excelente ferramenta de trabalho (neste caso, uma ferramenta de estudo).

Como ferramenta de trabalho "personalisável", este blog, mesmo sem o afirmar explicitamente, dirá muito de mim ao leitor... como sou, como encaro os desafios, como tento fazer sempre melhor, como tenho gosto e motivação naquilo que faço, como me preocupo com o sentido estético mas sem que isso afecte a funcionalidade e, entre outros aspectos que poderia aqui acrescentar, como gosto de aprender sempre mais, já que a minha sede de conhecimento é insaciável. Será, talvez, por isso que gosto praticamente de todas as áreas científicas.

Também adoro o debate e gosto de debater qualquer assunto da vida da sociedade, nacional ou internacional. É através do debate que evoluímos, pois ele obriga a que nos superemos pela justificação das posições que defendemos, tendo também de aceitar a desconstrução de algumas posições pessoais, para as voltar a reconstruir, pois niguém detém a verdade absoluta e, afinal, é assim que o conhecimento se vai construindo, consolidando e alargando, cada vez mais, os seus já infinitos horizontes.

Também adoro escrever... ainda não me dediquei completamente a essa faceta que comecei a descobrir recentemente, mas espero vir a fazê-lo em áreas que me interessam particularmente e nas quais espero, inclusivamente, ao nível do 3º. ciclo (Doutoramento, igualmente no ramo das Ciências da Educação), que conto perseguir depois da conclusão deste Mestrado.

Foi pois com este espírito, com esta finalidade e com o objectivo de o dotar como sendo a melhor ferramenta de estudo possível, que criei este blog e o fui melhorando (na minha óptica) ao longo da semana, dotando-o de todos aqueles que eu considerei como sendo recursos essenciais e de, outros, que não o sendo, não deixam de fazer sentido como fazendo parte de qualquer blog. Mas, como é óbvio, a focalização é, e será, em tudo o que diga respeito à Investigação Educacional, sendo o resto complementar e/ou acessório.

Nesse sentido, e de acordo com a Temática 1 (O Processo de Investigação) da Unidade Curricular, segui o percurso indicado nas orientações dadas para a mesma, não sem antes, por sentir essa necessidade, tecer algumas considerações sobre o que une e o que separa os conceitos de Investigação e Pesquisa.

Em seguida, abordei, sucessivamente, os paradigmas de Investigação em Educação, os métodos de Investigação em Educação e a maneira como estes se relacionam com os paradigmas respectivos, as fases e etapas do Processo de Investigação. Por ter sentido que podia ennriquecer a abordagem aos paradigmas de Investigação em Educação, retomei o assunto para introduzir o conceito de paradigma sociocrítico, de acordo com a perspectiva da Professora Doutora Maria do Rosário Pinheiro, Docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.

O último artigo colocado, no contexto desta temática, foi o relativo à avaliação de Relatórios de Investigação, uma matéria particularmente pertinente no que diz respeito à Investigação Educacional, onde, mais do que a checklist fica a descrição de quais os aspectos essenciais nas várias fases da Investigação (Preparação, Procedimentos, Resultados e Avaliação).

Tentarei manter uma postura de utilidade desta ferramenta de estudo, não só para mim mas também para todos os que entendam visitar este webfolio, na prática, um portfolio sob a forma de web blog, pois isso exigirá mais da minha parte na abordagem que efectuarei a esta Unidade Curricular, ao longo do seu percurso. Quando algo é público, isso acrescenta compromisso, responsabilidade e desafio, e é nesse registo que me quero situar, sabendo, de antemão, que posso fazer sempre melhor, mas com a consciência de que aquilo que vai sendo feito a cada momento, é suficientemente bom para poder ser partilhado online.

Esta semana serviu para pesquisar, para explorar, para me integrar naquilo que é importante para efeitos da compreensão e percepção do que é o Processo de Investigação. Foi uma semana de estudo individual, que será agora complementada com a passagem a uma fase de trabalho em equipa, na qual iremos elaborar, de modo conjunto, um guião contemplando as etapas do Processo de Investigação, não esquecendo, decerto, aspectos como:

- A apresentação clara do problema formulado na investigação;
- A apresentação da revisão bibliográfica;
- Elementos relativos à planificação da investigação;
- Elementos referenciados sobre o estudo empírico;
- Identificação dos instrumentos de recolha da informação;
- Procedimentos para análise dos dados;
- Identificação das conclusões da investigação;
- Qual o paradigma em que se insere a investigação.

Passemos então à fase seguinte.

Votos de uma boa semana!