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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Análise Qualitativa de Dados: respostas às questões para reflexão

Relativamente às questões para reflexão, sobre Análise Qualitativa de Dados, elaborámos as seguintes respostas:

1) Se desenvolvesse uma investigação centrada no objecto de estudo desta Dissertação, escolheria a entrevista como método de recolha de informação?

Tendo em conta o Problema de Investigação (materializado por uma questão investigativa) e Objectivos (ponto 3.2. da Dissertação) e pelas mesmas razões que as invocadas pela autora no ponto 3.6.2. da Dissertação, também escolheria a entrevista qualitativa como técnica de recolha de informação.

Não o faria de modo exclusivo, já que seria importante, tal como a autora fez, numa 1ª. fase da recolha de dados, recorrer à análise de documentos que lhe permitiram caracterizar o contexto do seu estudo (um estudo de caso instrumental, de natureza qualitativa, utilizando uma abordagem exploratória).

Nesta circunstâncias, a entrevista qualitativa permite relevar o ponto de vista do entrevistado, com uma grande liberdade de resposta, e a sua flexibilidade (própria da entrevista semi-estruturada utilizada no estudo) permite ao investigador redireccionar as questões e/ou aprofundar assuntos em função das respostas que o entrevistado vai dando.

Na investigação qualitativa, a entrevista visa a obtenção de respostas completas, detalhadas e em profundidade, e os entrevistados podem-no ser por várias vezes, se isso for adequado para a investigação, algo que acontece neste estudo.

Pelas suas características, a entrevista é particularmente "talhada" como técnica de recolha de dados em investigação qualitativa, em particular quando o objecto da investigação é de obter resposta a um Problema ou Questão investigativa, exigindo a descrição e compreensão de determinados aspectos, algo que é comum em estudos/investigações exploratórios como este.

Pelas características da Investigação Qualitativa, a entrevista é particularmente adequada como técnica de recolha de dados tendo em conta que:

- As acções serão mais facilmente compreendidas se forem observadas no seu ambiente habitual de ocorrência, algo que é possível através entrevista pessoal;

- O estudo tem um carácter descritivo, onde não interessam apenas as palavras, mas também os gestos, atitudes, comportamentos e expressões;

- Permite a compreensão do significado (o "porquê"), algo essencial em Investigação Qualitativa, pois valoriza as perspectivas participantes, ou seja as diferentes perspectivas que várias pessoas possam ter sobre um mesmo objecto, coisa ou acção.

A entrevista permite descobrir o que os sujeitos sentem, o que pensam e como agem, aspectos de diversidade dos quais resulta a riqueza da Investigação Qualitativa.

2) Os procedimentos adoptados para a análise das entrevistas adequam-se aos objectivos da investigação?

Pensamos que sim, que os procedimentos adoptados para a análise das entrevistas (os procedimentos relativos à metodologia utilizada - análise de conteúdo) foram adequados aos objectivos da investigação, em particular, àqueles que a autora fez corresponder à 2ª. fase da recolha de dados (Quadro 5, p. 90 da Dissertação).

Tal como a autora refere, dada a complexidade e profundidade do corpus de dados recolhido, o processo utilizado na análise dos dados obtidos pelas entrevistas, permitiu organizá-los e sintetizá-los procurando padrões, interpretando e tornando os materiais recolhidos compreensíveis para si e para os outros.

Ao recorrer à análise de conteúdo e à sistematização correspondente, tendo como objectivo a produção de um texto analítico sobre os dados, descreveu os dados mas fez também inferências tendo em vista a particularização relativa a cada um destes objectivos do estudo (algo que seria difícil sem essa sistematização):

- Compreender o modo como os diferentes actores vêem esta escola;

- Identificar as características e estratégias de liderança e de gestão numa escola do 1º ciclo do Ensino Básico;

- Analisar o papel e a influência da(s) liderança(s) no processo de desenvolvimento do currículo a partir das percepções dos pais, professores, alunos e coordenadora de escola;

- Interpretar os efeitos e influências das lideranças na cultura e no clima da escola, no comportamento e aproveitamento dos alunos, e também nas famílias e comunidades locais.

3) Quais são as principais etapas de análise de conteúdo seguidas pela autora?

As principais etapas de análise de conteúdo seguidas pela autora, foram essencialmente a organização e sintetização da informação recolhida pelas entrevistas, procurando padrões que permitissem, primeiro, categorizar e, depois, codificar os dados obtidos, utilizando uma análise vertical, mas também horizontal (comparativa), o que permitiu a redução da informação, tendo em vista facilitar o seu processo de descrição e interpretação (algo que é bastante complexo em investigação qualitativa), tal como a autora explica no ponto 3.8. da Dissertação.

Deste modo, a investigadora conseguiu "sintetizar" os dados recolhidos, "orientando-os", em particular e tal como já se referiu na resposta à pergunta 2, para os 4 últimos objectivos definidos na parte final do ponto 3.2. da Dissertação, correspondentes à 2ª. fase, tal como consta do Quadro 5 (p. 90) da Dissertação.

4) A análise de conteúdo revela-se um método adequado para o tratamento da informação recolhida?

Sim, pensamos que a análise de conteúdo é um método adequado para o tratamento da informação recolhida, porque permite lidar com comunicações frequentemente numerosas e extensas para delas extrair um conhecimento que a simples leitura ou audição cumulativa não permitiria formar.

É, pois, uma metodologia que permite a "filtragem" dos dados recolhidos, ajudando o investigador a descobrir o essencial, combatendo a tendência em que este poderá cair de incluir tudo o que seja passível de ser descrito, ainda que acessório.

Essa "filtragem" consegue-se pelo levantamento de padrões, nas respostas obtidas às entrevistas, e consequente categorização e codificação, metodologia que permite dar importância ao que é essencial e passar para segundo plano aquilo que não for essencial.

5) De acordo com as leituras que realizou, poderiam ter sido seguidas outras metodologias de análise das entrevistas?

Efectivamente, nas leituras realizadas deparámo-nos com outras metodologias de análise de entrevistas, para além da análise de conteúdos, como, por exemplo, a Análise Semiótica, a Grounded Theory ou, ainda, a utilização de software de análise qualitativa.

Destas três metodologias, tendo em conta que o tipo de entrevista utilizado no estudo de caso da Dissertação foi a entrevista semi-estruturada, parece-nos que a mais adequada seria o recurso a software de análise qualitativa, o qual poderia ser utilizado de modo complementar e integrado com a análise de conteúdo, facilitando, pela introdução de algum grau de automatização, o trabalho de categorização e codificação dos dados (organização e sistematização), e posterior análise e interpretação dos mesmos, processo que foi efectuado de modo "manual" pela autora na Dissertação em análise.

6) Compare a sistematização da análise de conteúdo realizada pela autora com os outputs parciais publicados no espaço de documentos sobre análise qualitativa (“Análise Qualitativa.Tratamento” e Análise Qualitativa.Quadros). Que comentários lhe sugerem as diferenças que identifica?

As diferenças identificadas situam-se sobretudo ao nível do modo como a informação foi organizada e sistematizada.

Assim , temos que, na Dissertação, os dados forma organizados, sistematizados e apresentados de forma analítica e sequencial, em função dos aspectos em análise (aspecto a aspecto), tendo em vista os quatro objectivos do estudo antes identificados (e para os quais as entrevistas procuravam a recolha de dados), ao passo que nos outputs parciais apresentados nos dois documentos mencionados, sobre análise qualitativa, a organização e sistematização dos dados é própria da utilização de um software de análise qualitativa, metodologia que não foi a utilizada pela autora da Dissertação (mas sim a análise de conteúdo).

Voltamos a referir que, a utilização de software de análise qualitativa não "colidiria" com a análise de conteúdo efectuada, podendo ser utilizado de modo complementar, em particular no que diz respeito à obtenção dos tais aspectos essenciais (padrões) após a categorização e codificação das respostas às entrevistas.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Guião das Fases e Etapas dum Projecto de Investigação

A nossa Equipa completou hoje, com a colocação para debate (em fórum alargado da Turma), o Guião das Fases e Etapas a que deverá obedecer um Projecto de Investigação, em geral.

Dentro da duração dum Projecto de Investigação, foi possível apurar a existência de 4 (quatro) fases distintas e sequenciadas, pela ordem que a seguir se indica: Fase de Ruptura, Fase de Construção, Fase de Verificação e Fase de Validação.

Cada uma destas quatro Fases, engloba um conjunto de Etapas que contribui para a finalidade da respectiva Fase, mas que são suficientemente diferenciadas entre si para poderem ser consideradas de forma individualizada.

Optámos ainda por fazer referência a Fases de Follow-Up, correspondentes a Fases que se verificam após a conclusão do Projecto de Investigação inicial. Essas fases têm a ver com a Avaliação do Projecto de Investigação, tal como em qualquer tipo de projecto, bem como com a possibilidade de aplicar e/ou generalizar os resultados e conclusões obtidos no Projecto de Investigação.

Não temos a pretensão de que a nossa seja a solução certa, pois (e julgo veicular o sentimento da Equipa) se existe área onde não há certezas absolutas, é na área da Investigação. Mas a solução a que chegámos em termos de Guião para as Fases e Etapas dum Projecto de Investigação satisfez-nos a todos, quer porque nos revemos naquela estrutura e sequência, quer porque ela representa o resultado duma consolidação de conhecimentos, resultante da auto-aprendizagem, da pesquisa, do debate e da construção colaborativa que se verificou na Equipa, tornando fácil o consenso, pela convergência de ideias e opiniões.

Mas, mais importante que tudo isto, é a percepção do quão complexo é qualquer Projecto de Investigação e da exigência que qualquer projecto desta natureza tem, em termos de preparação e planeamento, para que a Investigação propriamente dita possa decorrer sem incidentes e indo ao encontro dos objectivos do projecto.

Esta complexidade só pode ser superada com sucesso, desde que as Fases de Ruptura e de Construção decorram com normalidade e cumprindo as finalidades respectivas, já que, se assim não for, a Fase de Verificação estará, desde logo, condenada ao insucesso.

É importante ter a noção que um Projecto de Investigação, independentemente dos seus objectivos, é um projecto onde as várias fases se encadeiam de modo sucessivo e onde a entrada na fase seguinte pressupõe o sucesso das fases anteriores.

Esta actividade, no âmbito da Temática 1 "O Processo de Investigação", serviu como uma introdução àquele que é um dos grandes objectivos da Unidade Curricular: a aquisição de competências em termos do desenho dum Projecto de Investigação. Pelo estudo que exigiu, penso que cumpriu plenamente a sua finalidade.

Segue-se agora a fase de debate, a qual permitirá, decerto, novos desenvolvimentos construtivos a este respeito.

Balanço da semana: 30 Mar 2008 - 06 Abr 2008

Chegada a hora de mais um balanço semanal, há que dizer que ele é bastante positivo. Esta foi a semana em que se passou do trabalho individual ao trabalho em grupo, ainda no contexto da Temática 1 "O Processo de Investigação".

A actividade da semana, que culmina hoje (segunda-feira, 07 Abr 2008) com a apresentação da proposta, do Grupo de Trabalho, de um possível Guião relativo às etapas de um Projecto de Investigação, continuou a exigir estudo e pesquisa individual, de forma a poder dar resposta ao desenvolvimento da actividade.

Esse estudo e pesquisa incidiu, obviamente, sobre esta Temática, reflectida nos posts efectuados ao longo da semana relativamente a assuntos como as fases do processo de investigação, a revisão bibliográfica, a metodologia básica em Educação, os objectivos da Investigação Educacional, a estrutura da investigação, entre outros.

O estudo e a abordagem destes assuntos, a par da análise e comparação entre as perspectivas de diversos autores, permitiram que se começasse a configurar um esboço de uma possível estrutura para um Projecto de Investigação, em termos das suas Fases e Etapas.

Esse esboço inicial, que se encontra aqui, em consequência da interacção e inputs dos restantes colegas do Grupo de Trabalho, sofreu alguns ajustamentos, encontrando-se já numa fase final de arranjo.

As maiores dificuldades sentidas durante a semana de trabalho nesta Unidade Curricular, estiveram relacionadas com a necessidade de, face às várias e diferentes abordagens de vários autores sobre esta temática, se chegar a um design das Fases dum Projecto de Investigação no qual o Grupo de Trabalho, como um todo, e cada um dos seus elementos, se revissem, dado que a opção foi a de se chegar a uma solução do Grupo, em vez de se optar pela posição deste ou daquele autor.

Pessoalmente, penso que o resultado a que se está a chegar, em termos de Guião, corresponde, na íntegra, àquilo que devem ser as fases (e respectiva sequência) dum Projecto de Investigação.

Independentemente da solução final do Grupo de Trabalho para o Guião, esta actividade contribuíu claramente para a obtenção de novos conhecimentos sobre o Processo de Investigação, bem como para o esclarecimento de dúvidas e consolidação de aspectos que haviam, entretanto, sido adquiridos durante a fase de estudo e pesquisa individual que ocorreu anteriormente.

Em termos de perspectivas para a semana que agora se inicia, tenho a certeza que, do debate e da comparação dos vários guiões que os grupos de trabalho da Turma elaboraram, irão sobressair mais aspectos interessantes, que permitirão a reformulação/ajustamento das propostas que agora se encontram em fase de finalização para apresentação e debate.

Será também interessante observar como os vários grupos de trabalho abordaram esta actividade, tendo os mesmos objectivos e dispondo dos mesmos recursos. Decerto iremos ter diferentes versões de guiões, mas não tenho dúvidas que, em essência, a "grande" estrutura relativamente às Fases/Etapas dum Projecto de Investigação não irá apresentar diferenças de vulto, na medida em que a sua sequência é lógica, apesar de alguns dos seus elementos poderem variar em função da natureza do projecto e, eventualmente, da metodologia de investigação utilizada.

Aguardo, pois, esta próxima semana com expectativa, até porque, como já referi, penso que será na fase do debate alargado, que poderemos consolidar aquilo que há a consolidar e alterar/ajustar aquilo que há a alterar/ajustar, em termos dos conhecimentos entretanto adquiridos, fruto da auto-aprendizagem e da aprendizagem colaborativa, relativamente a esta temática sobre o Processo de Investigação.

Votos de uma boa semana!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Esboço das Fases e Etapas dum Projecto de Investigação

Na sequência da pesquisa, análise e debate, ao longo da semana, no fórum da Unidade Curricular, relativamente a esta Temática, e com vista ao estabelecimento dum Guião para o efeito, esbocei a seguinte estrutura para as várias Fases e Etapas do Projecto de Investigação:

FASES e ETAPAS dum PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO

FASE de RUPTURA

  • Escolha/selecção da área de estudo/investigação (linha de investigação);
  • Identificação do assunto/tema a estudar/investigar;
  • Enquadramento e justificação da relevância do estudo/investigação;
  • Definição dos objectivos do estudo/investigação;
  • Exploração/Pesquisa (leituras preliminares e entrevistas exploratórias);
  • Revisão bibliográfica sobre a área de interesse;
  • Identificação/Definição da Problemática a estudar/investigar (definição do problema e formulação de hipóteses);
  • Definição das questões que irão nortear a investigação e às quais se pretende dar resposta.
FASE de CONSTRUÇÃO

  • Estabelecimento/Definição do tipo de Paradigma de Investigação que serve de referência ao estudo/investigação;
  • Definição da Metodologia de Estudo/Investigação a utilizar;
  • Identificação da natureza e delimitação da amostra sobre a qual incidir o estudo/investigação;
  • Identificação das variáveis do estudo/investigação;
  • Definição do desenho do estudo/investigação:
    => Construção do modelo de análise;
    => Construção do modelo de análise;
    => Definição do modo como o estudo/investigação será operacionalizado(a) (técnicas de investigação a utilizar);
    => Definição do modo como o estudo/investigação será conduzido(a) (recursos humanos, materiais e calendarização do projecto, incluindo project review milestones).
  • Planeamento da recolha, análise e interpretação dos dados:
    => Definição do processo/modo como os dados serão recolhidos (técnicas e instrumentos de recolha dos dados);
    => Definição do processo/modo como os dados serão analisados (técnicas de análise e modelo de análise);
    => Definição do processo/modo como os dados serão interpretados (técnicas e modelo de interpretação).
FASE de VERIFICAÇÃO

  • Observação e Recolha dos dados;
  • Tratamento e Análise dos dados;
  • Interpretação dos resultados obtidos.
FASE de CONCLUSÃO

  • Resultados do Estudo/Investigação (validação das hipóteses formuladas e respostas às questões colocadas no início do estudo/investigação);
  • Conclusões do Estudo/Investigação;
  • Elaboração do Relatório Final do Estudo/Investigação.
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FASES de FOLLOW-UP dum PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO

FASE de AVALIAÇÃO

  • Avaliação do Projecto de Investigação (pode ocorrer ao longo do projecto).
FASE de APLICAÇÃO

  • Generalização/Aplicação dos Resultados do Estudo/Investigação.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O Projecto de Investigação e as suas Etapas

Segundo Fortin (1999: 374), por Projecto de Investigação entende-se a "etapa preliminar duma investigação científica, no decurso da qual é necessário estabelecer os limites do objecto de estudo e precisar a maneira de realizar cada uma das etapas do processo de investigação".

O Projecto de Investigação desempenha um papel fundamental na transmissão escrita do que se pretende realizar, enquanto etapa de uma investigação em que se estabelece detalhadamente o objecto de estudo e o planeamento da pesquisa.

Cada etapa do Projecto de Investigação tem uma pertinência, um significado e insere-se numa sequência própria e adequada, correspondendo a determinada actividade ou actividades, de planeamento, execução ou avaliação.

Por tudo o que já foi sendo referido, etapas como as seguintes, constarão normalmente dum Projecto de Investigação:

  • Identificação/Definição da Problemática a estudar/investigar
  • Enquadramento e Justificação da relevância da investigação
  • Pesquisa e Revisão Bibliográfica
  • Definição das Questões que irão nortear a investigação e às quais se pretende dar resposta
  • Calendarização do Projecto
  • Identificação do Paradigma de Investigação que servirá de referência à mesma
  • Definição da Metodologia de Investigação
  • Delimitação da Amostra sobre a qual vai incidir a investigação
  • Definição do Processo e Técnicas de recolha de dados
  • Identificação dos Instrumentos a utilizar na recolha dos dados
  • Indicação do modo como os Instrumentos de recolha de dados serão utilizados
  • Definição das Técnicas de Análise dos dados recolhidos
  • Construção do Modelo de Análise
  • Observação e Recolha dos dados
  • Tratamento e Análise dos dados recolhidos
  • Interpretação dos dados recolhidos
  • Conclusões (respostas às questões colocadas no início da investigação)
  • Avaliação do Projecto de Investigação

Referência:
Fortin, Marie-Fabiene (1999). O processo de investigação: da concepção à realização. Loures: Lusociência.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Ainda sobre as fases do Processo de Investigação...

No seguimento da pesquisa que tenho vindo a efectuar, com vista à elaboração dum guião relativo às fases dum Projecto de Investigação, encontrei disponível online um estudo-investigação, no domínio educacional, cujo objectivo é o de "compreender o impacto da formação no desenvolvimento profissional das educadoras e na qualidade das práticas na educação de infância".

Por constituir uma excelente referência, este estudo-investigação, conduzido sob a orientação e o apoio científico da Professora Doutora Júlia Oliveira-Formosinho, foi já adicionado à secção de recursos "Documentos vários no contexto da Investigação Educacional" deste blog.

É um estudo-investigação particularmente interessante porque, o modo como se encontra estruturado, é bem ilustrativo das fases a que deve obedecer um Projecto de Investigação Educacional.

A metodologia definida para a investigação em causa, articula-se do seguinte modo:
  • Estabelecimento do tipo de paradigma de investigação que serve de referência à investigação (qualitativo, no caso em apreço)
  • Definição dos objectivos da investigação
  • Definição do modo como a investigação será operacionalizada
    ..........Observação directa
    ..........A entrevista
  • A definição do modo como a investigação será conduzida
    ..........O grupo de investigação
    ..........O tempo de investigação
  • A definição do modo como os dados serão apresentados
  • A definição do modo como os dados serão analisados
  • A definição do modo como os dados serão interpretados
  • Conclusões da investigação

Convirá acrescentar que, no caso de Projectos Educacionais, deverão estar igualmente previstas as componentes de "project review" e "avaliação".

Etapas dum Projecto de Investigação: elaboração de um guião

Ontem, 31 Mar 2008, iniciou-se uma nova fase no desenvolvimento da Temática relativa ao Processo de Investigação, com a divisão da Turma em Equipas, tendo por objectivo a elaboração de um guião que estabeleça às etapas de um Projecto de Investigação.

A Equipa a que pertenço é a Equipa Azul, que é composta, para além de mim, pela Alice, pela Célia, pela Júlia e pelo Paulo.

Na orientação para a actividade, foram-nos deixadas algumas "questões/pistas", as quais, utilizando por referência a análise da dissertação "As TIC no Jardim de Infância: contributos do Blogue para a Emergência da Leitura e da Escrita", de Ádila Ferreira Lopes, com o objectivo de identificar as fases do processo de investigação usados, indiciam a ordem pela qual ocorrem (e quais são) as etapas dum Projecto de Investigação.

As questões foram as seguintes:

- O problema formulado na investigação é apresentado claramente?
- É apresentada uma revisão bibliográfica?
- Há elementos relativos à planificação da investigação?
- Quais são os elementos referenciados sobre o estudo empírico?
- São identificados os instrumentos de recolha de informação?
- Quais os procedimentos de análise dos dados?
- É possível identificar as conclusões da investigação?
- Qual o paradigma em que se insere a investigação?

Estas questões estão directamente relacionadas com algumas das fases e etapas por que deve passar qualquer processo de investigação, independentemente do método de investigação utilizado.

A actividade de debate e construção colaborativa do guião em causa, irá decorrer até dia 06 Abr 2008, já que no dia seguinte terá de ser apresentado em fórum, para que se possa passar à fase seguinte, a de debate.

A título introdutório, já tinha abordado este tema no blog aqui. Veremos o que o debate e a pesquisa em equipa irá acrescentar e alterar sobre os resultados do estudo individual.

Vai ser mais uma semana interessante!

quinta-feira, 27 de março de 2008

Fases e Etapas do Processo de Investigação

O Processo de Investigação estrutura-se em várias etapas, as quais, consoante a bibliografia, poderão apresentar ligeiras variações, mas, em essência, existe uma sequência e tronco comum a essas nuances na estruturação do Processo de Investigação.

As especificidades variam, sobretudo, de acordo com o campo do conhecimento em causa. Num documento consultado através do website do Departamento de Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, pela página da Professora Doutora Maria Isabel Seixas da Cunha Chagas, o qual se encontra referenciado neste blog, na secção "Outros Recursos" (Etapas do Processo de Investigação), o Processo de Investigação em Educação, apoiando-se numa classificação de Quivy e Campenhoudt (1992), estrutura-se da seguinte forma:

Fase de Ruptura

  • Etapa 1: Pergunta de Partida;
  • Etapa 2: Exploração (Leituras e Entrevistas Exploratórias);
  • Etapa 3: Problemática;

Fase de Construção

  • Etapa 4: Construção do modelo de análise;

Fase de Verificação

  • Etapa 5: Recolha de dados;
  • Etapa 6: Análise dos dados;
  • Etapa 7: Conclusões.