sábado, 5 de abril de 2008

A Estrutura da Investigação

A maior parte dos Projectos de Investigação tem uma estrutura global semelhante.

O Processo de Investigação, normalmente, inicia-se pela definição da área geral de interesse, materializada pelo problema que o investigador pretende estudar.

Mas, para que o estudo seja possível, há que restringir o âmbito da análise, formulando uma questão que possa ser razoavelmente estudada num Projecto de Investigação. Isto implica a formulação de uma hipótese ou de uma questão nuclear.

Em seguida, o investigador passa à operacionalização do projecto, a que se segue a observação e análise dos dados, os quais, após interpretados, permitem a obtenção de conclusões.

Com base nas conclusões do Projecto de Investigação, poderá ser possível generalizar ou até passar à sua aplicação na realidade.

Os principais elementos dum estudo causal são os seguintes:
  • O problema a investigar;
  • A questão à qual há que dar resposta;
  • O programa (causa);
  • As unidades;
  • Os resultados (efeito);
  • O desenho do estudo.
Adaptado de:
Structure of Research, In Social Research Methods: Knowledge Database

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Esboço das Fases e Etapas dum Projecto de Investigação

Na sequência da pesquisa, análise e debate, ao longo da semana, no fórum da Unidade Curricular, relativamente a esta Temática, e com vista ao estabelecimento dum Guião para o efeito, esbocei a seguinte estrutura para as várias Fases e Etapas do Projecto de Investigação:

FASES e ETAPAS dum PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO

FASE de RUPTURA

  • Escolha/selecção da área de estudo/investigação (linha de investigação);
  • Identificação do assunto/tema a estudar/investigar;
  • Enquadramento e justificação da relevância do estudo/investigação;
  • Definição dos objectivos do estudo/investigação;
  • Exploração/Pesquisa (leituras preliminares e entrevistas exploratórias);
  • Revisão bibliográfica sobre a área de interesse;
  • Identificação/Definição da Problemática a estudar/investigar (definição do problema e formulação de hipóteses);
  • Definição das questões que irão nortear a investigação e às quais se pretende dar resposta.
FASE de CONSTRUÇÃO

  • Estabelecimento/Definição do tipo de Paradigma de Investigação que serve de referência ao estudo/investigação;
  • Definição da Metodologia de Estudo/Investigação a utilizar;
  • Identificação da natureza e delimitação da amostra sobre a qual incidir o estudo/investigação;
  • Identificação das variáveis do estudo/investigação;
  • Definição do desenho do estudo/investigação:
    => Construção do modelo de análise;
    => Construção do modelo de análise;
    => Definição do modo como o estudo/investigação será operacionalizado(a) (técnicas de investigação a utilizar);
    => Definição do modo como o estudo/investigação será conduzido(a) (recursos humanos, materiais e calendarização do projecto, incluindo project review milestones).
  • Planeamento da recolha, análise e interpretação dos dados:
    => Definição do processo/modo como os dados serão recolhidos (técnicas e instrumentos de recolha dos dados);
    => Definição do processo/modo como os dados serão analisados (técnicas de análise e modelo de análise);
    => Definição do processo/modo como os dados serão interpretados (técnicas e modelo de interpretação).
FASE de VERIFICAÇÃO

  • Observação e Recolha dos dados;
  • Tratamento e Análise dos dados;
  • Interpretação dos resultados obtidos.
FASE de CONCLUSÃO

  • Resultados do Estudo/Investigação (validação das hipóteses formuladas e respostas às questões colocadas no início do estudo/investigação);
  • Conclusões do Estudo/Investigação;
  • Elaboração do Relatório Final do Estudo/Investigação.
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FASES de FOLLOW-UP dum PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO

FASE de AVALIAÇÃO

  • Avaliação do Projecto de Investigação (pode ocorrer ao longo do projecto).
FASE de APLICAÇÃO

  • Generalização/Aplicação dos Resultados do Estudo/Investigação.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Objectivos da Investigação Educacional



A Investigação Educacional tem cinco objectivos principais:

- Exploração: corresponde à tentativa de gerar ideias acerca de alguma coisa;

- Descrição: corresponde à enumeração e exposição das características de alguma coisa ou de algum fenómeno;

- Explicação: pretende mostrar como e porquê um determinado fenómeno ocorre da maneira que ocorre. Se se estiver interessado em causalidade (ligação dos efeitos às suas causas), então há interesse na explicação;

- Predição: este é um objectivo essencial quando a finalidade da investigação é a de antecipar, com rigor, o que pode acontecer no futuro. As "ciências avançadas" têm a capacidade de fazer predições mais rigorosas do que as modernas "ciências sociais e comportamentais";

- Influenciar: envolve a aplicação dos resultados da investigação, tendo em vista causar um determinado tipo de impacto sobre o "meio" onde se pretendem obter determinadas alterações/mudanças, por via dessa aplicação.

Consoante um destes objectivos se assuma como o objectivo primário da Investigação, assim esta poderá poderá designar-se, respectivamente, por investigação exploratória, investigação descritiva, investigação explicativa, investigação preditiva ou investigação demonstrativa.


Adaptado de:
Johnson, B. & Christensen, L. (????). Educational Research: Quantitative, Qualitative, and Mixed Approaches (Chapter 1).

O Projecto de Investigação e as suas Etapas

Segundo Fortin (1999: 374), por Projecto de Investigação entende-se a "etapa preliminar duma investigação científica, no decurso da qual é necessário estabelecer os limites do objecto de estudo e precisar a maneira de realizar cada uma das etapas do processo de investigação".

O Projecto de Investigação desempenha um papel fundamental na transmissão escrita do que se pretende realizar, enquanto etapa de uma investigação em que se estabelece detalhadamente o objecto de estudo e o planeamento da pesquisa.

Cada etapa do Projecto de Investigação tem uma pertinência, um significado e insere-se numa sequência própria e adequada, correspondendo a determinada actividade ou actividades, de planeamento, execução ou avaliação.

Por tudo o que já foi sendo referido, etapas como as seguintes, constarão normalmente dum Projecto de Investigação:

  • Identificação/Definição da Problemática a estudar/investigar
  • Enquadramento e Justificação da relevância da investigação
  • Pesquisa e Revisão Bibliográfica
  • Definição das Questões que irão nortear a investigação e às quais se pretende dar resposta
  • Calendarização do Projecto
  • Identificação do Paradigma de Investigação que servirá de referência à mesma
  • Definição da Metodologia de Investigação
  • Delimitação da Amostra sobre a qual vai incidir a investigação
  • Definição do Processo e Técnicas de recolha de dados
  • Identificação dos Instrumentos a utilizar na recolha dos dados
  • Indicação do modo como os Instrumentos de recolha de dados serão utilizados
  • Definição das Técnicas de Análise dos dados recolhidos
  • Construção do Modelo de Análise
  • Observação e Recolha dos dados
  • Tratamento e Análise dos dados recolhidos
  • Interpretação dos dados recolhidos
  • Conclusões (respostas às questões colocadas no início da investigação)
  • Avaliação do Projecto de Investigação

Referência:
Fortin, Marie-Fabiene (1999). O processo de investigação: da concepção à realização. Loures: Lusociência.

Metodologia básica em Investigação

Em termos elementares, a Metodologia em Investigação deve observar os seguintes passos e a seguinte sequência:

1º. Identificação do assunto a investigar

  • Questões colocadas pelo investigador;
  • Investigabilidade do problema;
  • Pertinência em termos de consumo de recursos na Investigação;
  • Revisão bibliográfica;
  • Definição das hipóteses a comprovar ou às quais há que dar resposta.
2º. Identificação das variáveis a estudar

  • Identificação das variáveis;
  • Classificação das variáveis segundo a sua escala de medição;
  • Identificação do(s) procedimento(s) para medição da variável;
  • Posicionamento da variável no design do estudo ou da Investigação.

3º. Identificação da população e da amostra a estudar/investigar

  • Definir a unidade de observação;
  • Definir a dimensão da amostra.

4º. Definição do design do estudo/investigação

5º. Planeamento da recolha e análise dos dados

6º. Interpretação dos resultados

7º. Elaboração do relatório de estudo/investigação
(contendo as conclusões)

A sequência apresentada apoia-se no Manual de Investigação e Estatística existente para download no Portal de Saúde Pública.

Revisão Bibliográfica em Projectos de Investigação

A revisão bibliográfica, apesar de não constar como etapa na grande maioria dos esquemas que ilustram o modo como um projecto de investigação se estrutura e sequencia, é um procedimento importante na fase inicial da elaboração de qualquer processo de investigação.

A revisão bibliográfica tem os seguintes objectivos:
  • Averiguar se já existem respostas, publicadas, às questões colocadas para investigação, a fim de se decidir sobre a pertinência de repetir (ou não) uma investigação com objectivos idênticos;
  • Averiguar quais os métodos utilizados em investigações similares, de forma a decidir qual o melhor método a utilizar;
  • Diferenciar quais serão as variáveis de exposição, as variáveis de resposta e as variáveis interferentes (que deverão ser identificadas logo no início do estudo através do que já é sabido sobre o assunto). Isto possibilitará fazer um adequado desenho do estudo, de forma a controlar estas variáveis, evitando que as mesmas causem "ruído" sobre os resultados.

A revisão bibliográfica deverá ser efectuada, em primeiro lugar, nos livros de texto e tratados, de forma a enquadrar o melhor possível o problema a investigar. Mas é também obrigatório ler aquilo que há de mais actual sobre o assunto, o que só se encontra em revistas periódicas ou através da consulta de teses de doutoramento ou dissertações de mestrado, quer através da Internet, quer em bibliotecas. Contudo, nesta pesquisa há que ser criterioso, a fim de que não haja dispersão.

O website Revisão Bibliográfica serviu de referência a este post e, dada a sua relevância para a temática em estudo, foi adicionada aos recursos deste webfolio, na secção "Documentos vários no contexto da Investigação Educacional".

terça-feira, 1 de abril de 2008

Ainda sobre as fases do Processo de Investigação...

No seguimento da pesquisa que tenho vindo a efectuar, com vista à elaboração dum guião relativo às fases dum Projecto de Investigação, encontrei disponível online um estudo-investigação, no domínio educacional, cujo objectivo é o de "compreender o impacto da formação no desenvolvimento profissional das educadoras e na qualidade das práticas na educação de infância".

Por constituir uma excelente referência, este estudo-investigação, conduzido sob a orientação e o apoio científico da Professora Doutora Júlia Oliveira-Formosinho, foi já adicionado à secção de recursos "Documentos vários no contexto da Investigação Educacional" deste blog.

É um estudo-investigação particularmente interessante porque, o modo como se encontra estruturado, é bem ilustrativo das fases a que deve obedecer um Projecto de Investigação Educacional.

A metodologia definida para a investigação em causa, articula-se do seguinte modo:
  • Estabelecimento do tipo de paradigma de investigação que serve de referência à investigação (qualitativo, no caso em apreço)
  • Definição dos objectivos da investigação
  • Definição do modo como a investigação será operacionalizada
    ..........Observação directa
    ..........A entrevista
  • A definição do modo como a investigação será conduzida
    ..........O grupo de investigação
    ..........O tempo de investigação
  • A definição do modo como os dados serão apresentados
  • A definição do modo como os dados serão analisados
  • A definição do modo como os dados serão interpretados
  • Conclusões da investigação

Convirá acrescentar que, no caso de Projectos Educacionais, deverão estar igualmente previstas as componentes de "project review" e "avaliação".

Etapas dum Projecto de Investigação: elaboração de um guião

Ontem, 31 Mar 2008, iniciou-se uma nova fase no desenvolvimento da Temática relativa ao Processo de Investigação, com a divisão da Turma em Equipas, tendo por objectivo a elaboração de um guião que estabeleça às etapas de um Projecto de Investigação.

A Equipa a que pertenço é a Equipa Azul, que é composta, para além de mim, pela Alice, pela Célia, pela Júlia e pelo Paulo.

Na orientação para a actividade, foram-nos deixadas algumas "questões/pistas", as quais, utilizando por referência a análise da dissertação "As TIC no Jardim de Infância: contributos do Blogue para a Emergência da Leitura e da Escrita", de Ádila Ferreira Lopes, com o objectivo de identificar as fases do processo de investigação usados, indiciam a ordem pela qual ocorrem (e quais são) as etapas dum Projecto de Investigação.

As questões foram as seguintes:

- O problema formulado na investigação é apresentado claramente?
- É apresentada uma revisão bibliográfica?
- Há elementos relativos à planificação da investigação?
- Quais são os elementos referenciados sobre o estudo empírico?
- São identificados os instrumentos de recolha de informação?
- Quais os procedimentos de análise dos dados?
- É possível identificar as conclusões da investigação?
- Qual o paradigma em que se insere a investigação?

Estas questões estão directamente relacionadas com algumas das fases e etapas por que deve passar qualquer processo de investigação, independentemente do método de investigação utilizado.

A actividade de debate e construção colaborativa do guião em causa, irá decorrer até dia 06 Abr 2008, já que no dia seguinte terá de ser apresentado em fórum, para que se possa passar à fase seguinte, a de debate.

A título introdutório, já tinha abordado este tema no blog aqui. Veremos o que o debate e a pesquisa em equipa irá acrescentar e alterar sobre os resultados do estudo individual.

Vai ser mais uma semana interessante!

domingo, 30 de março de 2008

Balanço da semana: 23 Mar 2008 - 30 Mar 2008

Passada uma semana desde a data de criação deste blog, é chegada a hora de fazer o primeiro de vários balanços semanais, ao longo do tempo em que decorrer a Unidade Curricular de Investigação Educacional.

Um blog com estes requisitos, características e objectivos, é, para além dum diário e dum fiel companheiro de estudo (sempre lá, pronto para nos ajudar no nosso percurso e para nos dar ideias, atrás de ideias, algo que é essencial em Investigação e que decorre da capacidade de se ser criativo), uma excelente ferramenta de trabalho (neste caso, uma ferramenta de estudo).

Como ferramenta de trabalho "personalisável", este blog, mesmo sem o afirmar explicitamente, dirá muito de mim ao leitor... como sou, como encaro os desafios, como tento fazer sempre melhor, como tenho gosto e motivação naquilo que faço, como me preocupo com o sentido estético mas sem que isso afecte a funcionalidade e, entre outros aspectos que poderia aqui acrescentar, como gosto de aprender sempre mais, já que a minha sede de conhecimento é insaciável. Será, talvez, por isso que gosto praticamente de todas as áreas científicas.

Também adoro o debate e gosto de debater qualquer assunto da vida da sociedade, nacional ou internacional. É através do debate que evoluímos, pois ele obriga a que nos superemos pela justificação das posições que defendemos, tendo também de aceitar a desconstrução de algumas posições pessoais, para as voltar a reconstruir, pois niguém detém a verdade absoluta e, afinal, é assim que o conhecimento se vai construindo, consolidando e alargando, cada vez mais, os seus já infinitos horizontes.

Também adoro escrever... ainda não me dediquei completamente a essa faceta que comecei a descobrir recentemente, mas espero vir a fazê-lo em áreas que me interessam particularmente e nas quais espero, inclusivamente, ao nível do 3º. ciclo (Doutoramento, igualmente no ramo das Ciências da Educação), que conto perseguir depois da conclusão deste Mestrado.

Foi pois com este espírito, com esta finalidade e com o objectivo de o dotar como sendo a melhor ferramenta de estudo possível, que criei este blog e o fui melhorando (na minha óptica) ao longo da semana, dotando-o de todos aqueles que eu considerei como sendo recursos essenciais e de, outros, que não o sendo, não deixam de fazer sentido como fazendo parte de qualquer blog. Mas, como é óbvio, a focalização é, e será, em tudo o que diga respeito à Investigação Educacional, sendo o resto complementar e/ou acessório.

Nesse sentido, e de acordo com a Temática 1 (O Processo de Investigação) da Unidade Curricular, segui o percurso indicado nas orientações dadas para a mesma, não sem antes, por sentir essa necessidade, tecer algumas considerações sobre o que une e o que separa os conceitos de Investigação e Pesquisa.

Em seguida, abordei, sucessivamente, os paradigmas de Investigação em Educação, os métodos de Investigação em Educação e a maneira como estes se relacionam com os paradigmas respectivos, as fases e etapas do Processo de Investigação. Por ter sentido que podia ennriquecer a abordagem aos paradigmas de Investigação em Educação, retomei o assunto para introduzir o conceito de paradigma sociocrítico, de acordo com a perspectiva da Professora Doutora Maria do Rosário Pinheiro, Docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.

O último artigo colocado, no contexto desta temática, foi o relativo à avaliação de Relatórios de Investigação, uma matéria particularmente pertinente no que diz respeito à Investigação Educacional, onde, mais do que a checklist fica a descrição de quais os aspectos essenciais nas várias fases da Investigação (Preparação, Procedimentos, Resultados e Avaliação).

Tentarei manter uma postura de utilidade desta ferramenta de estudo, não só para mim mas também para todos os que entendam visitar este webfolio, na prática, um portfolio sob a forma de web blog, pois isso exigirá mais da minha parte na abordagem que efectuarei a esta Unidade Curricular, ao longo do seu percurso. Quando algo é público, isso acrescenta compromisso, responsabilidade e desafio, e é nesse registo que me quero situar, sabendo, de antemão, que posso fazer sempre melhor, mas com a consciência de que aquilo que vai sendo feito a cada momento, é suficientemente bom para poder ser partilhado online.

Esta semana serviu para pesquisar, para explorar, para me integrar naquilo que é importante para efeitos da compreensão e percepção do que é o Processo de Investigação. Foi uma semana de estudo individual, que será agora complementada com a passagem a uma fase de trabalho em equipa, na qual iremos elaborar, de modo conjunto, um guião contemplando as etapas do Processo de Investigação, não esquecendo, decerto, aspectos como:

- A apresentação clara do problema formulado na investigação;
- A apresentação da revisão bibliográfica;
- Elementos relativos à planificação da investigação;
- Elementos referenciados sobre o estudo empírico;
- Identificação dos instrumentos de recolha da informação;
- Procedimentos para análise dos dados;
- Identificação das conclusões da investigação;
- Qual o paradigma em que se insere a investigação.

Passemos então à fase seguinte.

Votos de uma boa semana!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Avaliação crítica de Relatórios de Investigação

Retirado de Revisão de Literatura

A primeira decisão que deve ser tomada ao estudar um relatório de investigação é sobre a sua relevância para o problema de investigação. Se ele é relevante, a decisão seguinte deve relacionar-se com a qualidade da investigação descrita no relatório. Ao fazer este julgamento, deve ter-se em mente que a qualidade dos estudos publicados em educação e disciplinas relacionadas não é, infelizmente, muito elevada.

Deve-se valorizar a melhor investigação e estimar como os resultados de um dado estudo podem ter sido afectados por falhas no processo de investigação.
Este processo de avaliação requer muitos skills, o que não comum entre investigadores principiantes.

Em seguida, apresenta-se uma de lista questões que devem ser colocadas quando se avalia um relatório de investigação.

INTRODUÇÃO

1. O problema de investigação, procedimentos ou resultados são indevidamente influenciados pela afiliação institucional, crenças, valores ou orientação teórica do investigador?
2. Os investigadores exprimiram enviesamentos positivos ou negativos ao descreverem o conteúdo do estudo (um método de ensino, programa, currículo, pessoa, etc.)?
3. A secção de revisão de literatura do relatório é suficientemente vasta? E inclui estudos conhecidos relevantes para o problema?
4. As hipóteses, questões ou objectivos estão explicitamente estabelecidos e, se sim, eles são claros?
5. Os investigadores mostraram de forma convincente que uma hipótese de investigação, questão ou objectivo era importante para o estudo?
6. (Quantitativo) Cada variável do estudo está claramente definida?
7. (Qualitativo) A medida de cada variável é consistente com a forma como foi definida?

PROCEDIMENTOS DE INVESTIGAÇÃO

8. (Quantitativo) Os procedimentos amostrais produziram uma amostra que é representativa de uma população identificável ou de uma população local?
9. (Quantitativo) Os investigadores formaram subgrupos que aumentariam a compreensão do fenómeno em estudo?
10. (Qualitativo) O procedimento amostral resultou num caso ou casos que eram particularmente interessantes e dos quais muito podia ser aprendido acerca do fenómeno de interesse?
11. Cada medida no estudo é suficientemente válida para o fim que foi pensada?
12. Cada medida no estudo é suficientemente fiável para o fim que foi pensada?
13. Cada medida é apropriada para a amostra?
14. Os procedimentos de investigação eram apropriados e claramente descritos de modo que outros os pudessem replicar se assim o desejassem?

RESULTADOS DA INVESTIGAÇÃO

15. As técnicas estatísticas usadas eram apropriadas e foram usadas correctamente?
16. (Qualitativa) O relatório incluiu uma abundante descrição de como os indivíduos responderam às questões da entrevista ou como se comportaram?
17. (Qualitativa) Cada variável do estudo emergiu dos dados de uma forma significativa?
18. (Qualitativa) As hipóteses ou questões claramente formuladas emergiram dos dados que foram recolhidos?

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

19. Os resultados da análise de dados que apoiam as conclusões dos investigadores são os resultados do estudo?
20. Os investigadores fornecem explicações razoáveis dos resultados?21. Os investigadores extraem implicações razoáveis para a prática dos seus resultados?

Ainda sobre os Paradigmas da Investigação Educacional...

Num post anterior abordámos esta temática, tendo concluído pela existência de paradigmas de investigação quantitativos e paradigmas de investigação qualitativos.

No nosso estudo sobre o assunto, encontrámos um paper interessante, o qual se encontra na secção de "Artigos, Papers e Apresentações sobre Investigação Educacional" deste blog, sob a designação "Paradigmas da Investigação Educacional".

Neste paper, da autoria da Professora Doutora Maria do Rosário Pinheiro (Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra), para além dos paradigmas quantitativo (também designado de positivista ou racionalista) e qualitativo (também designado de interpretativo ou analista), é apresentado um terceiro paradigma, o paradigma sociocrítico, que dá justificação a "uma família de visões de investigação que surgem como resposta às tradições positivista e interpretativa e que pretendem superar o reducionismo da primeira e o conservadorismo da segunda".

De acordo com a autora, "os princípios ideológicos em que assenta o paradigma sociocrítico têm como finalidade a transformação da estrutura das relações sociais" e o seu surgimento veio colocar "em questão a neutralidade da ciência e da investigação em geral e em especial da investigação educacional, para a qual se assume que possui um caracter emancipatório e transformador das organizações e processo educativos".

quinta-feira, 27 de março de 2008

Fases e Etapas do Processo de Investigação

O Processo de Investigação estrutura-se em várias etapas, as quais, consoante a bibliografia, poderão apresentar ligeiras variações, mas, em essência, existe uma sequência e tronco comum a essas nuances na estruturação do Processo de Investigação.

As especificidades variam, sobretudo, de acordo com o campo do conhecimento em causa. Num documento consultado através do website do Departamento de Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, pela página da Professora Doutora Maria Isabel Seixas da Cunha Chagas, o qual se encontra referenciado neste blog, na secção "Outros Recursos" (Etapas do Processo de Investigação), o Processo de Investigação em Educação, apoiando-se numa classificação de Quivy e Campenhoudt (1992), estrutura-se da seguinte forma:

Fase de Ruptura

  • Etapa 1: Pergunta de Partida;
  • Etapa 2: Exploração (Leituras e Entrevistas Exploratórias);
  • Etapa 3: Problemática;

Fase de Construção

  • Etapa 4: Construção do modelo de análise;

Fase de Verificação

  • Etapa 5: Recolha de dados;
  • Etapa 6: Análise dos dados;
  • Etapa 7: Conclusões.

Métodos de Investigação em Educação

Na sequência da identificação dos paradigmas de investigação em Educação, há que identificar quais as metodologias de investigação utilizadas em Educação.

Tal como referimos anteriormente, estas metodologias têm a montante os paradigmas de investigação, que as qualificam.

Em essência e considerando os métodos tradicionais de investigação, teremos métodos quantitativos de investigação, métodos qualitativos de investigação e métodos mistos (aqueles que utilizam elementos quantitativos e qualitativos, em simultâneo).

Independentemente de poder estar a ocorrer uma mudança ao nível dos paradigmas de investigação em Educação, as metodologias de investigação que, porventura, estarão a ser mais utilizadas são exactamente aquelas que recorrem a elementos quantitativos e qualitativos.

Esta metodologia mista, correspondente à possibilidade da coexistência de métodos de diferentes enquadramentos teóricos, tem muitas ligações com a Teoria Sociológica de Bernstein, pela rejeição quer da análise empírica, sem uma base teórica que lhe esteja subjacente, quer da utilização de teoria que não permita a sua transformação com base nos resultados empíricos.

Esta utilização de paradigmas diferentes, vem ao encontro do que referimos num post anterior, a propósito das diferenças entre investigação e pesquisa. A investigação realizada tem por finalidade a produção de conhecimento educacional, o qual, embora enquadrado pelas ciências sociais, tem relacionamentos com as ciências experimentais.

Este contacto com ciências de diferente natureza, justifica cada vez mais a utilização em Educação de metodologias de investigação mistas.

Apresentam-se, em seguida, alguns aspectos caracterizadores dos Métodos de Investigação Qualitativos e Quantitativos (Fonte listada neste blog em "Outros Recursos": Simões, C. & Paiva, J. (2004). Metodologias de Investigação em Educação. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. pp. 2-3)

Métodos Qualitativos de Investigação
  • Os métodos qualitativos são “humanísticos” - quando os investigadores estudam os sujeitos de uma forma qualitativa tentam conhecê-los como pessoas e experimentar o que eles experimentam na sua vida diária (não reduzem a palavra e os actos a equações estatísticas);
  • Os investigadores interessam-se mais pelo processo de investigação do que unicamente pelos resultados ou produtos que dela decorrem;
  • Em investigação qualitativa o “plano de investigação é flexível”;
  • A investigação qualitativa é “descritiva”. A descrição deve ser rigorosa e resultar directamente dos dados recolhidos. Os dados incluem transcrições de entrevistas, registos de observações, documentos escritos (pessoais e oficiais), fotografias, gravações vídeo, etc.. Os investigadores analisam as notas tomadas em trabalhos de campo, os dados recolhidos, respeitando, tanto quanto possível, a forma segundo a qual foram registados ou transcritos;
  • O investigador é o “instrumento” de recolha de dados; a validade e a fiabilidade dos dados depende muito da sua sensibilidade, conhecimento e experiência. A questão da objectividade do investigador constitui o principal problema da investigação qualitativa;
  • Em investigação qualitativa “a preocupação central não é a de saber se os resultados são susceptíveis de generalização, mas sim a de que outros contextos e sujeitos a eles podem ser generalizados”.

Métodos Quantitativos de Investigação

  • A utilização de Métodos Quantitativos está associada à investigação experimental ou quase experimental o que pressupõe a observação de fenómenos, a formulação de hipóteses explicativas desses mesmos fenómenos, o controlo de variáveis, a selecção aleatória dos sujeitos de investigação (amostragem), a verificação ou rejeição das hipóteses mediante uma recolha rigorosa de dados, posteriormente sujeitos a uma análise estatística e uma utilização de modelos matemáticos para testar essas mesmas hipóteses. O objectivo é a generalização dos resultados de uma determinada população em estudo a partir da amostra, o estabelecimento de relações causa - efeito e a previsão dos fenómenos,
  • A investigação quantitativa implica que o investigador antes de iniciar o trabalho elabore um plano de investigação estruturado, no qual os objectivos e os procedimentos de investigação estejam indicados pormenorizadamente;
  • A elaboração do plano deverá ser precedida de uma revisão de literatura pertinente (também nos métodos qualitativos, diga-se), a qual é essencial não só para a definição dos reais objectivos do trabalho, como também para a formulação de hipóteses e para a definição de variáveis;
  • Os objectivos da investigação quantitativa consistem essencialmente em encontrar relações entre variáveis, fazer descrições recorrendo ao tratamento estatístico dos dados recolhidos, testar teorias;
  • Quer se trate de uma investigação experimental, quer se trate da caracterização estatística de uma determinada população (por exemplo mediante a administração de um inquérito por questionário ou por entrevista estruturada), procede-se à selecção de uma amostra que deverá ser representativa da população em estudo, para que os resultados possam ser generalizados a essa mesma população, o que implica a selecção aleatória dos sujeitos de investigação;
  • Em métodos quase experimentais assumem-se as limitações da não aleatorização;
  • Para testar as hipóteses (verificação ou rejeição) existe uma grande variedade de testes, cuja eficácia é reconhecida;
  • Uma das principais limitações dos métodos quantitativos em Ciências Sociais está ligada à própria natureza dos fenómenos estudados: complexidade dos seres humanos; estímulo que dá origem a diferentes respostas de acordo com os sujeitos; grande número de variáveis cujo controlo é difícil ou mesmo impossível; subjectividade por parte do investigador; medição que é muitas vezes indirecta, como é por exemplo o caso das atitudes; problema da validade e fiabilidade dos instrumentos de medição.

Mais informação aqui.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Paradigmas de Investigação em Educação

No contexto da Temática 1 (O processo de investigação) da Unidade Curricular e, em particular, da sua Actividade 1 (Planear uma investigação), uma das competências a desenvolver é, entre outras, a de identificar "Paradigmas de Investigação em Educação".

Tradicionalmente, em Educação, consideram-se paradigmas de investigação quantitativos e os qualitativos, os quais sendo, aparentemente, distintos, não deixam de estar relacionados entre si.

Estes paradigmas servem de base à metodologia de investigação utilizada em Educação, pelo que a forma como servem de referência ou são utilizados irá caracterizar a própria metodologia de investigação educacional, a qual poderá, inclusivamente, conter elementos dos dois paradigmas.

A implementação de metodologias de investigação com um posicionamento epistemológico que diverge daquele que tem norteado a investigação educacional (assente nos paradigmas de investigação tradicionais), poderá indiciar estarmos numa fase de transição ou de início de mudança relativamente a esses paradigmas de investigação tradicionais.

terça-feira, 25 de março de 2008

Investigação versus Pesquisa

Antes de abordar a Temática 1 da Unidade Curricular, gostaria de me deter um pouco sobre estes dois conceitos: Investigação e Pesquisa.

Se há coisa com que temos sido confrontados ao longo deste Mestrado, é o apelo constante à nossa capacidade reflexiva e de questionamento sobre o porquê das coisas, o porquê de algumas expressões e o porquê de alguns conceitos, já que, neste momento, é firme a percepção de que este é o caminho que permite evoluir da Informação para o Conhecimento e, deste último, para o Saber.

Apesar de abordados com frequência de modo quase indistinto, será que Investigação e Pesquisa, independentemente do campo de aplicação, têm o mesmo significado?

Nos dicionários, Investigação é um conceito apresentado como o "acto ou efeito de investigar, de pesquisar, de inquirir", enquanto Pesquisa é um conceito apresentado como o "acto ou efeito de pesquisar, indagação, investigação". Quanto mais não seja de modo aparente e pela raiz etimológica das palavras, Investigação parece ser definida com recurso a Pesquisa e Pesquisa parece ser definida com recurso a Investigação.

Mas na nossa modesta opinião, estes conceitos, ainda que relacionados, encerram dinâmicas diferentes, tal como adiante se explica.

Por um lado, a Pesquisa normalmente incide sobre o que existe (presente e passado), numa acção de busca ou procura de determinado elemento ou dado. O seu campo de acção é, em geral, informação ou conhecimento já existente. Ou seja, se pudéssemos imaginar a Pesquisa como um vector, teríamos um vector orientado para o presente ou para o passado.

Por outro lado, a Investigação é orientada para o futuro, para aquilo que ainda não se conhece, tentando obter ligações com esse "ainda desconhecido" a partir da informação e do conhecimento existentes. O campo de acção da Investigação é assim um campo de "descoberta" e o seu modo de acção pode recorrer a vários métodos de investigação, consoante o campo de aplicação dessa investigação e as finalidades da mesma. Ou seja, se pudéssemos imaginar a Investigação como um vector, teríamos um vector orientado para o futuro.

Em última análise a Pesquisa permite filtrar e obter dados, informação ou conhecimento existentes, de modo organizado e estruturado, enquanto a Investigação visa a "descoberta", explicação e determinação daquilo que ainda não se conhece e que, por vezes, nem se sabe se existe.

Ligando agora o conceito de Investigação ao de Educação, vejamos como eles se inter-relacionam no contexto da Sociedade do Conhecimento. Este é um conceito relativamente recente, decorrente da evolução do conceito que o antecedeu, a Sociedade da Informação. Esta evolução resultou da constatação que a informação, por si só, não promove o desenvolvimento humano, económico e social, mas sim a utilização que se faz dessa informação.

Surgiu assim o conceito de Sociedade do Conhecimento, como o da sociedade que utiliza a informação ao serviço do desenvolvimento integrado de si própria. Percebe-se assim o que é que está na origem da Europa do Conhecimento e qual a sua finalidade, a promoção do Conhecimento. Para a obtenção, promoção e desenvolvimento desse Conhecimento, há que considerar, em permanência, três "pilares" fundamentais: a Educação, a Investigação e a Inovação.

Esta relação permite antever a importância, em particular, da Investigação Educacional, na medida em que a sua esfera de acção liga dois dos três "pilares" referidos e, na medida em que a Investigação assenta sobre um vector orientado para o futuro, cujas características permitirão a obtenção e concretização da Inovação, considerado na actualidade como um dos aspectos fulcrais para o desenvolvimento da sociedade, em qualquer dos seus aspectos e também, em particular, daqueles directamente relacionados com a Educação e com os Sistemas Educativos, não só ao nível das práticas pedagógicas, mas também dos recursos utilizados.

Feita esta análise reflexiva sobre Investigação e Pesquisa, pensamos estar agora em melhores condições para abordar a Temática 1 da Unidade Curricular "Investigação Educacional", dedicada ao Processo de Investigação.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Apresentação do blog

Este blog foi criado no âmbito do Mestrado em Supervisão Pedagógica da Universidade Aberta (Edição 2007/2009), do qual sou Mestrando, e, em particular, da Unidade Curricular Investigação Educacional.

Esta Unidade Curricular, orientada pela Profª. Doutora Alda Pereira e Profª. Doutora Luísa Aires, pretende, por um lado, abordar a problemática da Investigação no contexto educacional e, por outro, preparar o estudante com vista ao desenho de um Plano de Investigação pessoal, algo particularmente útil com vista ao desenvolvimento das competências necessárias para a elaboração da Dissertação do Mestrado, que ocupará todo o 2º. ano do Curso.

Neste contexto, um dos grandes objectivos que nos é colocado é a familiarização com os procedimentos metodológicos que norteiam e permitem a realização de uma Investigação no campo da Educação. Isto implica o conhecimento dos vários métodos de Investigação e dos instrumentos de recolha e de análise de dados, bem como a reflexão sobre as respectivas vantagens e desvantagens.

Sendo uma Unidade Curricular com uma metodologia marcada por uma permanente postura construtivista, onde são determinantes o estudo e a reflexão individuais a par do trabalho colaborativo, cada Mestrando deverá orientar a sua forma de estudo para a partilha das suas leituras e reflexões com os colegas de curso, procurando aprofundar conceitos, alargar pontos de vista, discutir casos concretos e analisar, sempre que possível, as aplicações dos conceitos e teorias abordadas. Para isso recorrer-se-à à argumentação e contra-argumentação sistemática nos fóruns de discussão da Unidade Curricular.

Esperado que é que cada estudante, ao longo do seu percurso pessoal no contexto da Unidade Curricular, elabore notas das leituras, realize pesquisas pessoais, analise as contribuições dos colegas, alargue os seus conhecimentos e reflicta sobre o seu progresso, irei recorrer a este web blog para desenvolver o meu portfolio sobre Investigação Educacional, o qual será objecto de uma apresentação oral no final do semestre.

Como projecto de construção e melhoria permanente, pretendo que este webfolio (portfolio na web) individual evidencie o meu trabalho em cada momento da Unidade Curricular, ao longo do percurso de desenvolvimento do seu programa. Nesse sentido, a título de referência, são sugeridos os seguintes tópicos:

  1. O processo de investigação, o problema e as questões de investigação;
  2. Sínteses de leituras efectuadas no âmbito de uma possível temática para investigação a desenvolver no 2º. ano do mestrado;
  3. Reflexão sobre a revisão da literatura efectuada (abrangência, extensão, profundidade);
  4. O papel do investigador (observação participante e não participante);
  5. Métodos de recolha de dados: vantagens, inconvenientes e relação com as questões de investigação;
  6. A investigação-acção;
  7. Modos de análise e interpretação dos dados, sua relação com o quadro conceptual da investigação;
  8. A ética do investigador em Educação;
  9. Reflexões sobre as actividades e discussões em que participou;
  10. Reflexão, análise do percurso realizado e respectiva avaliação.