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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Ainda a "Matriz da Turma" relativa ao Guião da Entrevista Semi-Estruturada

Tal como tinha mencionado antes, acabei de colocar no fórum respectivo da Unidade Curricular, a minha proposta final de Matriz para o Guião da Entrevista Semi-Estruturada.

Para mim, não fazia sentido estar a entregar um trabalho incompleto...

Mesmo com o prazo ultrapassado, a Turma poderá, se assim o entender, manifestar-se e/ou sugerir algum ajustamento ou alteração, para algum aspecto menos bem conseguido, de forma a que, apesar de "furado" o prazo, o trabalho final tenha um "mínimo" de qualidade.

Apesar de o objectivo da actividade dizer respeito à elaboração do guião de entrevista, a matriz inclui elementos adicionais para englobar as abordagens de todas as Equipas que trabalharam este tema.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Matriz do Guião de uma Entrevista Semi-Estruturada

Iniciou-se a semana com a continuação da actividade da semana anterior, alargando o debate à Turma no sentido de se obter, como resultado final, uma Matriz do Guião de uma Entrevista Semi-Estruturada, a partir das propostas de cada uma das quatro Equipas (Amarela, Azul, Laranja e Verde).

Após a leitura das várias propostas de Matriz, parece poder afirmar-se que, em 4 trabalhos, temos 3 abordagens diferentes. Uma dessas abordagens (comum às Equipas verde e laranja) foi operacionalizada de modos diferentes (a Equipa laranja de modo mais generalizado e a Equipa verde de modo mais detalhado).

Basicamente e de modo muito sumário, as 3 abordagens consistem no seguinte:
  • A abordagem da Equipa azul consistiu em integrar o modo como surge a entrevista (a sua integração como técnica de recolha de dados no processo de investigação) e tudo o que é necessário ao investigador, até se ter o guião de entrevista pronto para ser finalizado. Na prática, foram definidos uma série de passos, por uma certa sequência, que poderão observar-se ou não (pela ordem indicada ou não), face às características de flexibilidade e adaptabilidade da entrevista semi-estruturada. Dadas as características deste tipo de entrevista, onde tópicos e questões podem ser alterados, reordenados ou até introduzidas novas questões (inclusivamente, no decorrer da entrevista), esta abordagem não privilegiou uma estrutura pré-definida do processo de entrevista em si, a qual, de acordo com as suas características terá uma fluidez que resultará do processo de comunicação entre entrevistador e entrevistado;
  • A abordagem das Equipas laranja e verde, incidiu sobre os aspectos a observar, as tarefas a desempenhar, os recursos a preparar em três momentos diferentes: o antes, o durante e o depois da entrevista (a particularização maior ou menor dos aspectos focados poderá ser alvo de debate, em função das características de flexibilidade da entrevista semi-estruturada e da possibilidade de os vários eventos poderem ser alterados face a qualquer plano prévio);
  • A abordagem da Equipa amarela foi no sentido de detalhar o corpo da entrevista propriamente dita, particularizando para o área de investigação educacional, delineando o guião da entrevista semi-estruturada em função da dissertação que servia de referência à actividade. A entrevista é assim apresentada como tendo 3 partes essenciais: uma parte inicial, com a caracterização do entrevistado; uma parte intermédia, decomposta em 3 sub-partes (percepções sobre a escola, meio social e alunos); uma parte final, com as questões propriamente ditas (questões específicas e questões finais).
Face a este panorama, parece ser possível aproveitar a matriz da Equipa azul, integrando-a com os aspectos do "antes da entrevista" das Equipas laranja e verde; posteriormente, poder-se-à sintetizar, em matriz, os aspectos do "durante a entrevista", a partir das propostas das Equipas laranja, verde e amarela; por último, sintetizar em matriz, os aspectos "pós-entrevista" focados pelas Equipas laranja e verde.

Tendo em conta as características da entrevista semi-estruturada, talvez não seja necessário detalhar com grande pormenor, já que este é um tipo de entrevista em que o investigador tem bastante liberdade de acção, pelo que as tarefas previstas em checklist deverão salvaguardar essa liberdade de manobra, sem condicionar, de modo muito restritivo, o investigador.

Vai ser interessante assistir à harmonização de 4 propostas relativamente diferentes, integrando-as numa proposta comum.

sábado, 3 de maio de 2008

Características da entrevista semi-estruturada


A entrevista semi-estruturada aproxima-se mais duma conversação (diálogo), focada em determinados assuntos, do que duma entrevista formal. Baseia-se num guião de entrevista adaptável e não rígido ou pré-determinado.

A vantagem desta técnica é a sua flexibilidade e a possibilidade de rápida adaptação. A entrevista pode ser ajustada quer ao indivíduo, quer às circunstâncias. Ao mesmo tempo, a utilização dum plano ou guião contribui para a reunião sistemática dos dados recolhidos.

Normalmente, a entrevista semi-estruturada inicia-se com tópicos gerais, a que se seguem perguntas utilizando “O quê?”, “Porquê?”, “Quando?”, “Como?” e “Quem”, devendo deixar-se que a conversação decorra de modo fluido.

Apesar de o entrevistador poder ter as perguntas previamente preparadas, a maioria das perguntas geram-se à medida que a entrevista vai decorrendo, permitindo quer ao entrevistador, quer à pessoa entrevistada a flexibilidade para aprofundar ou confirmar, se necessário.

A entrevista semi-estruturada pode ser planeada ou acontecer espontaneamente. Pode permitir a recolha de muitos e importantes dados, podendo gerar informação quantitativa e qualitativa.

Adaptado de:
http://www.imainternational.com/r_me_interview.php

quarta-feira, 30 de abril de 2008

A Entrevista semi-estruturada


De acordo com Interviewing in qualitative research, a ideia de um guião para a entrevista é muito menos específica que a noção associada ao planeamento duma entrevista estruturada.

Na prática, o guião duma entrevista corresponde a uma lista de tópicos ou áreas gerais a cobrir, algo que é frequentemente utilizado em entrevistas semi-estruturadas. Crucial é que o questionamento permita explorar, de modo flexível, a conduta durante a entrevista, de modo a ir ao encontro daquilo que seja o mais adequado para a linha de investigação em curso.

Para orientar essa flexibilidade, o entrevistador deverá, em permanência, procurar respostas para aquilo que realmente o "intriga", bem como para aquilo que precisa de saber, de forma a dar resposta às questões investigativas. Assim, na preparação dum guião de entrevista, deverão ser tidos em conta os seguintes aspectos:
  • Criar alguma ordem nas áreas/tópicos principais, de modo a que as questões sobre estas áreas/tópicos sejam fluidas, mas estar preparado para alterar a ordem das questões durante a entrevista;
  • Formular questões ou tópicos de entrevista que contribuam para dar resposta às questões investigativas (mas sem tornar as questões muito específicas);
  • Utilizar uma linguagem que seja facilmente compreendida e relevante para as pessoas a entrevistar;
  • Tal como em entrevistas quantitativas, não colocar questões que possam influenciar determinada resposta;
  • Recolher alguns dados extra, que permitam caracterizar os entrevistados de forma a melhor compreender e contextualizar as suas respostas.
(A este propósito, ver fig. 15.1, p. 319, em Interviewing in qualitative research)

Na entrevista semi-estruturada, o investigador tem uma lista de questões ou tópicos a ser cobertos (guião de entrevista), mas a entrevista em si permite uma relativa flexibilidade. As questões podem não seguir exactamente a ordem prevista no guião e poderão, inclusivamente, ser colocadas questões que não se encontram no guião, em função do decorrer da entrevista. Mas, em geral, a entrevista seguirá o que se encontra planeado.

As entrevistas semi-estruturadas (ou semi-directivas, de acordo com Quivy et al, 1992), apesar do guião elaborado pelo entrevistador, permitem que o entrevistado tenha alguma liberdade para desenvolver as respostas segundo a direcção que considere adequada, explorando, de uma forma flexível e aprofundada, os aspectos que considere mais relevantes.

Entre as principais vantagens das entrevistas semi-estruturadas, contam-se as seguintes:
  • A possibilidade de acesso a uma grande riqueza informativa (contextualizada e através das palavras dos actores e das suas perspectivas);
  • A possibilidade do/a investigador/a esclarecer alguns aspectos no seguimento da entrevista, o que a entrevista mais estruturada ou questionário não permitem;
  • É geradora, na fase inicial de qualquer estudo, de pontos de vista, orientações e hipóteses para o aprofundamento da investigação, a definição de novas estratégias e a selecção de outros instrumentos.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Guião das Fases e Etapas dum Projecto de Investigação

A nossa Equipa completou hoje, com a colocação para debate (em fórum alargado da Turma), o Guião das Fases e Etapas a que deverá obedecer um Projecto de Investigação, em geral.

Dentro da duração dum Projecto de Investigação, foi possível apurar a existência de 4 (quatro) fases distintas e sequenciadas, pela ordem que a seguir se indica: Fase de Ruptura, Fase de Construção, Fase de Verificação e Fase de Validação.

Cada uma destas quatro Fases, engloba um conjunto de Etapas que contribui para a finalidade da respectiva Fase, mas que são suficientemente diferenciadas entre si para poderem ser consideradas de forma individualizada.

Optámos ainda por fazer referência a Fases de Follow-Up, correspondentes a Fases que se verificam após a conclusão do Projecto de Investigação inicial. Essas fases têm a ver com a Avaliação do Projecto de Investigação, tal como em qualquer tipo de projecto, bem como com a possibilidade de aplicar e/ou generalizar os resultados e conclusões obtidos no Projecto de Investigação.

Não temos a pretensão de que a nossa seja a solução certa, pois (e julgo veicular o sentimento da Equipa) se existe área onde não há certezas absolutas, é na área da Investigação. Mas a solução a que chegámos em termos de Guião para as Fases e Etapas dum Projecto de Investigação satisfez-nos a todos, quer porque nos revemos naquela estrutura e sequência, quer porque ela representa o resultado duma consolidação de conhecimentos, resultante da auto-aprendizagem, da pesquisa, do debate e da construção colaborativa que se verificou na Equipa, tornando fácil o consenso, pela convergência de ideias e opiniões.

Mas, mais importante que tudo isto, é a percepção do quão complexo é qualquer Projecto de Investigação e da exigência que qualquer projecto desta natureza tem, em termos de preparação e planeamento, para que a Investigação propriamente dita possa decorrer sem incidentes e indo ao encontro dos objectivos do projecto.

Esta complexidade só pode ser superada com sucesso, desde que as Fases de Ruptura e de Construção decorram com normalidade e cumprindo as finalidades respectivas, já que, se assim não for, a Fase de Verificação estará, desde logo, condenada ao insucesso.

É importante ter a noção que um Projecto de Investigação, independentemente dos seus objectivos, é um projecto onde as várias fases se encadeiam de modo sucessivo e onde a entrada na fase seguinte pressupõe o sucesso das fases anteriores.

Esta actividade, no âmbito da Temática 1 "O Processo de Investigação", serviu como uma introdução àquele que é um dos grandes objectivos da Unidade Curricular: a aquisição de competências em termos do desenho dum Projecto de Investigação. Pelo estudo que exigiu, penso que cumpriu plenamente a sua finalidade.

Segue-se agora a fase de debate, a qual permitirá, decerto, novos desenvolvimentos construtivos a este respeito.

Balanço da semana: 30 Mar 2008 - 06 Abr 2008

Chegada a hora de mais um balanço semanal, há que dizer que ele é bastante positivo. Esta foi a semana em que se passou do trabalho individual ao trabalho em grupo, ainda no contexto da Temática 1 "O Processo de Investigação".

A actividade da semana, que culmina hoje (segunda-feira, 07 Abr 2008) com a apresentação da proposta, do Grupo de Trabalho, de um possível Guião relativo às etapas de um Projecto de Investigação, continuou a exigir estudo e pesquisa individual, de forma a poder dar resposta ao desenvolvimento da actividade.

Esse estudo e pesquisa incidiu, obviamente, sobre esta Temática, reflectida nos posts efectuados ao longo da semana relativamente a assuntos como as fases do processo de investigação, a revisão bibliográfica, a metodologia básica em Educação, os objectivos da Investigação Educacional, a estrutura da investigação, entre outros.

O estudo e a abordagem destes assuntos, a par da análise e comparação entre as perspectivas de diversos autores, permitiram que se começasse a configurar um esboço de uma possível estrutura para um Projecto de Investigação, em termos das suas Fases e Etapas.

Esse esboço inicial, que se encontra aqui, em consequência da interacção e inputs dos restantes colegas do Grupo de Trabalho, sofreu alguns ajustamentos, encontrando-se já numa fase final de arranjo.

As maiores dificuldades sentidas durante a semana de trabalho nesta Unidade Curricular, estiveram relacionadas com a necessidade de, face às várias e diferentes abordagens de vários autores sobre esta temática, se chegar a um design das Fases dum Projecto de Investigação no qual o Grupo de Trabalho, como um todo, e cada um dos seus elementos, se revissem, dado que a opção foi a de se chegar a uma solução do Grupo, em vez de se optar pela posição deste ou daquele autor.

Pessoalmente, penso que o resultado a que se está a chegar, em termos de Guião, corresponde, na íntegra, àquilo que devem ser as fases (e respectiva sequência) dum Projecto de Investigação.

Independentemente da solução final do Grupo de Trabalho para o Guião, esta actividade contribuíu claramente para a obtenção de novos conhecimentos sobre o Processo de Investigação, bem como para o esclarecimento de dúvidas e consolidação de aspectos que haviam, entretanto, sido adquiridos durante a fase de estudo e pesquisa individual que ocorreu anteriormente.

Em termos de perspectivas para a semana que agora se inicia, tenho a certeza que, do debate e da comparação dos vários guiões que os grupos de trabalho da Turma elaboraram, irão sobressair mais aspectos interessantes, que permitirão a reformulação/ajustamento das propostas que agora se encontram em fase de finalização para apresentação e debate.

Será também interessante observar como os vários grupos de trabalho abordaram esta actividade, tendo os mesmos objectivos e dispondo dos mesmos recursos. Decerto iremos ter diferentes versões de guiões, mas não tenho dúvidas que, em essência, a "grande" estrutura relativamente às Fases/Etapas dum Projecto de Investigação não irá apresentar diferenças de vulto, na medida em que a sua sequência é lógica, apesar de alguns dos seus elementos poderem variar em função da natureza do projecto e, eventualmente, da metodologia de investigação utilizada.

Aguardo, pois, esta próxima semana com expectativa, até porque, como já referi, penso que será na fase do debate alargado, que poderemos consolidar aquilo que há a consolidar e alterar/ajustar aquilo que há a alterar/ajustar, em termos dos conhecimentos entretanto adquiridos, fruto da auto-aprendizagem e da aprendizagem colaborativa, relativamente a esta temática sobre o Processo de Investigação.

Votos de uma boa semana!